sábado, julho 16

Quando

Quando as palavras se calam
assim fico encostada no teu peito.

[Deixo-me]

Olhos fechados à luz e na escuridão o que ouço,
cavalos soltos no bater do coração,
ténue resfolegar das minhas pestanas
como asas a beijar-te a pele.

[Imaginário]

Na ponta dos teus dedos,
como mel, nascem agora as palavras.

[Bebo-te]

Por fim descanso,
quando na minha boca
o teu seio se perde.

Gar

3 comentários:

zibliana disse...

quando:

!!!!
e também: !!!!!
e ainda: !!

zibliana gostou do poema

anaisnin disse...

Lindo.

Anónimo disse...

E quando na tua boca o seio adormece, a noite descalça e une todos os percursos, caminhando serenamente.