segunda-feira, outubro 1

tempo de hibernar

Acordei molhadinha.

Fui ver.

Foi a janela aberta toda a noite.

Só para dizer que já chegou o tempo das chuvas, da humidade, das torradinhas com cházinho, da humidade que me encaracola os cabelos e faz de mim urso, das maleitas que me lembram todos os ossinhos partidos (e não são poucos), das roupas que não gosto por serem quentes.

Chegou para mim o hiberno.

Hiberno portanto.

14 comentários:

Pipinha disse...

...nem outra coisa seria de esperar de uma Ursa!... boa hibernação!...

Sweet Porcupine disse...

hiberna.....mas não muito!
;)

beijinhos ouriçados

Caracolinha disse...

Oh minha cara linda, acordaste molhadinha e encaracolada ... que graça, ia jurar que isso também já me aconteceu aklgumas vezes... :)

Agora confesso que não durmo com os pezinhos colados à janela como... :)

O Inverno não é um Inferno mulher ... ainda havemos de ir muitas vzes à praia correr com os animais, ou ve-los correr a eles ... isso depois logo decidimos...

E vai-te preparando que tens muito joguinho de quizz para jogar enquanto a fofa manta se te enrrola aos delicados pés... e para além disso as janatardas vão aquecer-te a alma anta !!!!

Qué cá nada de "hinvernações" e muito menos hibernações.

És nossa. Quereemos-te aqui, pá !!!!

Isso é que el era bom !!!!

Beijinhos encaracoladamente térmicos.

tagarelante disse...

confesso q tenho algumas saudades de tardes chuvosas, embrulhada em outro corpo, chazinho quentinho na mão...

Anónimo disse...

Onde estás tu, meu robusto galarote?
Prometeste-me uma hibernação conjugal mas fugiste do altar cobardemente?
Estou profundamente magoada. Se continuares sem dar notícias, ver-me-ei obrigada a anuir à proposta da turma do bairro do meu irmão que consiste em "fazer-te a folha".
Volta, meu galo emproado, não sejas orgulhoso...
O Tó Zé do café já anda a fazer-me a corte. Aparou o bigode, começou a usar brilhantina e ofereceu-me o cabaz da páscoa de 2005 que tinha guardado na cave.
Mas eu não quero o Tó Zé... Só consigo pensar nessas peninhas reluzentes e nesse bico atrevido.
A minha mãe chorou muito no dia em que me deixaste e embebedou-se com as primas da boticas.
Eu tive um aceso de fúria e parti a louça da caldas que a Tia Silvina nos havia oferecido.
Tenho saudades, meu petit galináceo.
Dá notícias.
Ainda sempre tua,
Ex-noiva suburbana

Maria Papoila disse...

Não há nada melhor do que acordar molhadinha.

Dona Dores disse...

Vinda aqui a este espaço da irmã lesbiana embuida do espírito da mais branca pomba e dos mais doces cheiros de primavera e deparo-me, mais uma vez, com vocabulário que roça a vulgaridade.

Como quereis que se abram as portas do reino dos céus se insistis em transformar vosso espaço num antro de consporcação amargurante?

Disse a irmã lesbiana que acordou molhadinha ... mas molhadinha como? falaí a irmã de humidos e mornos fluídos vaginais que escorrem lentamente pelas paredes de sua boca do corpo?

Notai que apenas faço conjecturas sem saber ao certo a que me refiro pois sabeis irmã que não sou dada aos prazer da carne.

Encaracolai-vos as pilosidades quando expostas à humidade? pois muito vos desaconselharei se vos quiserdes juntar a nós no acampamento a agendar em breve pois a concentração é propícia a grandes humidades nas cavernas e não querei concerteza a irmã ficar encarapinhada.

E para encaracolada já basta a irmã que vejo ali em cima que segundo dizem as más línguas, ou as boas, também gosta muito de sair da casca. Ando a tentar convencê-la em vão a juntar-se a nosso acampamento mas a piquena resiste.

Quem sabe podeis mover suas generosas influências no sentido de a convencer porque mais duas mãos numa cerimónia dão sempre muito jeito.

Partisteis muita ossada irmã lesbiana? pois que então devo deduzir que não é talhada para grandes manobras ao longo da celebração da novena certo?

Pois que lhe arranjaremos um retiro com a irmã benedita que apesar dos seus 92 anos ainda está ali para as curvas e o facto de ser desdentada faz dela uma das boquinhas mais solicitadas para efeitos de oração de joelho.

Não hibernais irmã, ou se quiserdes hibernar vem para junto de meu seio (ver foto anexa) e chafordai na penitência de meu chicote purificador.

Até vos esquecerdes das crises de espondilose e das ossadas deslocadas. A irmã benedita se encarregará daquilo a que chamamos a "novena da lavagem de estrada".

Sais do acampamento com serviço completo e purificada como nunca vos sentireis.

Um grande bem haja.

DD

Garamond disse...

Querida Dona Dores...

Apesar de muita ossada partida ainda consigo redimir o pecado junto do seu seio. Garanto-vos que após a penitencia comigo será as vossas pilosidades que encaracolaram...

Em relação à irma benedita... não posso antes sofrer no meio de vós e da irma anonima?

Sinto que tenho vocação para fazer de fiambre em vosso regaço.

Aliás, mais bifana, mais prequinho que uma simples fatia, prometo satisfazer todas as vossas gulas e apetites nesse retiro espiritual no meio do campo.

Ps: Por favor reserve uma tenda suficientemente grande para rezarmos as 3.

Galarote disse...

Minha misteriosa noiva sub-urbana,

não compreendo tamanha aflição.

Tenho andando numa roda vida com os preparativos de nossa boda!

Passei a manhã de ontem na feira do relógio à espera do Manel Cigano que me havia prometido um semoquingue por tuta e meia.

O café do Silvestre tava fechado, que era dia de ele ir ver o irmão a Alcoentre e tive de ir com o Manel Cigano até ao Snack do "Cova Funda" para provar as vestes, que cá fora chovia e não dava para provas no meio das carrinhas Ford Transit.

À noite, fui direitinho para casa levando em meu felpudo peito, minha noiva sub-urbana...

De manhã, se a memória não me falha,acordei, com o barulho de uma esfregona a bater nos laminados da janela de uma sala que tinha uma cama que estava encharcada...e foi apenas isso, meu suculento torrãozinho...

Encharcadinho, mas sempre consigo em meu oceano de paixão.

Um beijo molhado, de seu futuro e fiel esposo,

Galarote

Garamond disse...

Amor amor...não estais a ser comedido... é assim que me expões me publico?

Pra proxima levas com a esfregona no trombil e o pau da vassoura num outro sitio!

Não quero ser mais uma na tua vida!

Galarote disse...

Minha caturrinha amarela!

Não é o que parece!

Um beijo em sua casta fonte!

Galarote

Dona Dores disse...

Irmã lesbiana, venho mais uma vez pedir-lhe que rogais compreensivamente pois acabardes de me pôr numa situação embaraçosa que passo de imediato a explanar:

A irmã anónima, que acabou de me apunhalar pelas costas ao fazer-me perceber que mantém um tórrido romance com aquela ave de rapina, propusera, aqui há atrasado, a convivência religiosa com uma tal noviça dada às artes do manejo do sabre, de seu nome she-ra.

A tenda que adquiri na decatlon de alfragide, devidamente reforçada ao nível das estacas para aguentar o apogeu da penitência, só dá para três corpos... sendo assim, e uma vez que reparo que nossa irmã anónima se prefere dedicar aos prazeres debicados de galarote, estendo-lhe, qual manto cristalino, o convite a si irmã lesbiana.

Irmeos as três então, eu, dona dores, a noviça she-ra e a irmã lesbiana para o spsul religious camping, que incluirá entre outras actividades, um jogo de futebol a seguir a uma banho desnudo de lama, um jogo desnudo da corda, uma celebração desnudamente campal, uma desnuda descida das encostas em BTT de bicicleta sem celim.

Por fim a irmã madalena, condutora da carrinha peugeot 507 beje de mil nove e setenta e dois, trará o cabrito que desnudas assaremos enquanto entoamos canções do padre borga.

Ficamos ansiosamente a aguardar por si. Em caso afirmativo rapidamente a poremos ao corrente do resto dos eventos num fim de semana que se quer reunificador de espíritos.

Um grande bem haja.

DD (a diva do santuário)

Anónimo disse...

Meu galinho do campo,
Estou feliz por saber que sempre estiveste comigo. Por vezes, precipito-me no julgamento dos meus amantes. O ciúme tortura-me, porquanto o amor, por vezes, parece-me demasiado. Mas tu não és um amante qualquer e o nosso amor é do tamanho ideal.
Espero que perdoes os amassos que troquei com o Tó Zé do café... Senti-me só e precisei de uma brilhantina amiga. Ademais, ele ofereceu-me pirâmides e trufas de chocolate, truque irresistível para conquistar uma alma devastada. Já lhe disse que voltaste e que não trocarei teu biquinho arrebitado por nenhuma ilusão de confeitaria.
Para a semana, irei celebrar a minha despedida de solteira num acampamento em S. Pedro do Sul. Estarão presentes as minhas amigas mais chegadas e trocaremos confidências e algumas travessuras. Será divertido... Tentarei pensar em ti o mais que me for possível...
Quando regressar do acampamento, gostaria de passar pela tua capoeira, pois quero combinar contigo a futura distribuição das tarefas domésticas. Depois poderemos passar pela worten do Colombo porque quero comprar uma bimby que é uma espécie de robot que faz comida, aspira, passa a ferro e limpa sanitas.
No domingo o meu pai quer levar-te à bola e diz que te quer empanturrar de torresmos e tremoços. "Genro que é genro gosta do benfica e vai à roulotte comer torresmos e tremoços!" - Está sempre a repetir esta frase... Acho que também está feliz por teres regressado.
A nossa amiga Gar já escolheu o alinhamento das músicas do casamento. Vai cantar madonna e George Michael. Fiquei contente porque o meu primo Rafael gosta destas músicas pop e dança muito nas bodas, pelo que animará a festa conjuntamente com as primas das Boticas. O meu pai diz que ele cheira um "piquinho a azedo" mas eu acho que não. É simplesmente a criatura mais "educadinha" da família e estudou na universidade e tudo.
Tenho muitas saudades, meu galo de ouro. À noite penso muito em ti. Às vezes também penso na Dona Dores mas só quando estou prestes a rezar.
Podíamos convidar a Dona Dores para fazer o peditório na missa do nosso casamento. O que achas?
Beijos molhadinhos também para ti nesse biquinho atrevidote,
Sempre tua,
Noiva Anónima

Anónimo disse...

Cara Dona Dores,
Não temeis porque esta vossa fiel comparecerá pontualmente aos compromissos espirituais agendados.
É certo que me estou a preparar para o matrimónio mas isso não invalida que compareça ao nosso retiro espiritual para expurgar qualquer indecência que ainda vá assolando a minha alma.
O meu noivo é de rija penugem e até prima pelo arrojo, mas (aqui para nós) jamais poderá substituir a sensação de luminosidade de um belo evento repleto de lama e de profundidade sacra.
Por tal facto, estou ansiosa por esse convívio magno com V. Exa., minha rica amiga She-Ra, Irmã Benedita, graciosa Gar e saudáveis noviças.
Já mandei afinar o violão e já fui ao sótão recuperar as mágicas melodias que cantoralava nos tempos idos do grupo de jovens de Salvaterra de Magos. Também já engraxei as galochas que usarei na lama... Desnuda na lama só com umas meras galochas... É um quadro idílico franciscano.
Também eu desejo, com toda a sagrada potência, chafordar na penitência do seu chicote purificador, pelo que não temeis e marcai data.
Saudações eclesiásticas,
Irmã Anónima