domingo, março 26

a felismina e a ilha...

Já que fui visitada e comentada por homossexuais ou simples simpatizantes dessa "religião", quero lançar um desafio que um dia me foi lançado a mim!Arranjem duas ilhas! Numa ponham homens e mulheres heterossexuais. Noutra ponham homossexuais.Voltem às ilhas 100 anos depois e digam-me qual é que a Natureza permitiu que continuasse a existir!
I. Rogeiro in http://felismina.blogspot.com/

Resposta ficcionada e grotescamente caricaturada a I. Rogeiro

Cenário
ILHA A – o paraíso de Homens e Mulheres Heterossexuais
ILHA B – o paraíso de Homens e Mulheres Homossexuais

Vamos por hipótese académica actuar na proporção exacta do actual panorama de distribuição não equilibrada da população em termos sexuais.
Para cada homem hetero na ilha A teremos sete mulheres.
Para cada homem gay teremos uma mulher gay se bem que acreditamos que aqui seja o inverso do que a realidade nos oferece. Ou seja, admitimos que existem mais mulheres lésbicas (o subtil feminino e a discrição) do que aparentemente homens gays.

Na ilha A
Os homens numa primeira fase deliciam-se com a tarefa sempre ingrata de satisfazer sexualmente todas as mulheres. As mulheres em maior número, desenvolvem a maioria das actividades laborais. Da lida das palhotas à pesca de peixe e mariscos, cultivo de vegetais, apanha de frutas, remodelação dos conceitos de moda com chicolésimos saiotes e restante indumentária em palha seca e nos tempos ditos livres (10 segundos por dia) ainda cospem saliva para o caldeirão para promover a fermentação de cerveja de leite de coco.
Bebida muito apreciada pela população masculina, de resto um dos pilares da dita… beber cocoeja após uma partidinha de cocobol no areal da praia.

Organizadas as mulheres, dividem entre si a responsabilidade de educar e formar as crianças que vão nascendo neste lindíssimo meio natural, maioria das quais que vivem com a mãe e sabem quem é o pai por ouvir falar…

Ao fim de 5 anos, os homens estão fartos das fêmeas disponíveis, consumem cada vez mais cocoeja e aumentam a sua actividade laboral de produzir bronzeado e testerona. Dão início a jogos de força bruta e manifestações florais do tipo a minha pilinha é maior que a tua ou ainda o meu xixi vai mais longe do que o teu. As provas de virilidade terminam inevitavelmente em a minha escarreta vai longe e é das verdes seguida de sangue espalhado, cabeças e escoriações entre os aderentes. Sempre que perdem no cocobol chegam as palhotas e arreiam um festival de pancadaria nas fêmeas disponíveis.

Algumas das mulheres aplaudem, divertidas, os torneios espontâneos, enquanto bebem cocoeja e fumam rolos de erva. Estas ganharam estatutos diferentes entre a população feminina, são chamadas, por questões de identificação tribal de cabras, vacas ou mesmo até de putas (um termo aliás que constitui resquícios dos tempos da antiga civilização em urbes).

Algumas das famílias constituídas (pouquíssimas) dedicam-se a perpetuar alguns dos valores morais top, do género se te masturbares ficas com a pele num estado lastimoso, se quiseres dar uma keka vai às putas e não uses protecção (e não se referem à solar), não se dá puns nem se arrota na palhota ou mesmo o famoso… sexo só para fazer filhos mesmo que te doía a cabeça.

Ao fim de uns tempos, alguns dos machos decidem fazer uma farra daquelas memoráveis e entre goles e coçadelas de testículos imaginam um raid punitivo à ilha B.

Ora na Ilha B, o que se passa é uma outra realidade…

Cientes que estão num meio natural, todos adoptam a famosa lei do Meco… no Meco tudo o que abana é para andar ao relento! Acaba-se assim com o conceito de ajeitar os genitais nas calças de forma a parecer mais volumoso do que é na realidade, bem como na sua maioria podem andar sem ter que meter o rabinho para dentro!
No caso das mulheres comentam a vontade e sem restrições o nível de pêlos nas pernas e nos sovacos e a rigidez dos mamilos bem como a respectiva flacidez das tetas. Não se inibem de assumir gradualmente a celulite mas condenam o excesso de penugens no panículo adiposo por razões de limpeza e acesso cliptoriano.

Dividem entre todos respeitosamente as tarefas domésticas e as necessidades de angariar alimentos. Vestuário e decoração de palhotas como é sabido são tarefas sublimemente melhor executadas por maricas.

Também se produz cocoeja mas a comunidade partilha a tarefa e bebe-a por norma as sextas-feiras e sábado à noite dias em que se troca pontualmente de parceiro/a para manter depois viva a relação oficial.

Por falar nisso, maioritariamente as relações duram de 2 meses a 5 anos, tirando honrosos casos em que vivem juntos/as para todo o sempre.

Ao fim de 5 anos, na comunidade gay existem inúmeros filhos todos eles com dois pais e duas mães e as responsabilidades educacionais são discutidas e partilhadas ao pormenor.

Na comunidade existem ainda inúmeros indivíduos (de ambos os sexos) aparentemente sem companheiros/as. Entregam-se a inúmeras manifestações de carácter sócio-cultural, ecologia, música, pintura, poesia e literatura, entre muitas outras. Pretendem evoluir espiritualmente enquanto se deliciam a fumar rolos de erva.

Frequentemente a ilha é assolada por ataques de visitantes da ilha A. Primeiro com carácter destrutivo, a comunidade B via o seu sistema organizacional destruído, palhotas queimadas e culturas vegetais espezinhadas. Com o tempo os Visitantes A, desenvolveram técnicas de violação em especial perseguindo os espécimes de sexo masculino.

Escusado será dizer que as visitas tornaram-se cada vez mais frequentes e que alguns dos visitantes alegando bebedeira e enjoo marítimo na viagem de regresso foram deixando-se ficar na ilha B.
Alegam, assim, que podem fazer mais estragos!

Reduzida a população masculina da comunidade A, por diversas razões, as coisas tornaram-se mais equilibradas. A população feminina farta de maus tratos e cansada de trabalhar desenvolve uma espécie de sentimento gay… mulheres habitam juntam partilham tarefas mas não são lésbicas! Dormir juntas e beijos na boca são apenas porque gostam de apreciar companhia. Claro que no maior secretismo sabe melhor!

Aliás nas orgias hetero que de vez em quando acontecem nada de gay se passa! Acontece…

Os filhos gerados na ilha A, curiosamente muitos deles quando chega a adolescência tem experiências homossexuais logo reprimidas e são sujeitos a longos tratamentos psiquiátricos e castramentos químicos não vá o diabo tecê-las. Mas não são muitos… devem ser só 10 a 20%. Os restantes meninos e meninas são normais.

Os filhos gerados na ilha B, como assistem a todo o tipo de mau exemplos e porque levam com o sentimento de culpa gay dos 4 pais desde muito cedo, são maioritariamente heterossexuais e apenas 10 a 20% desenvolvem ambivalência sexual. Pensa-se ainda hoje, que foi assim que surgiram os bi-sexuais.

Na verdade, amiga Felismina… ao fim de 100 anos ambas as comunidades tem similar população. Não sei se esse seu cérebro pouco habituado a pensar por si mesmo, tenha conseguido acompanhar o raciocínio, mas já agora um conselho (e não é o de Braga), antes de proferir frases estereotipadas de outras mentes, aprenda a pensar por si a ser critica e não aceite toda a panóplia de ideias adoptando-as como suas sem que se questione primeiro da validade do raciocínio.

Por fim, só lhe ficava bem e acredito com a sua consciência e com o seu Deus, seja ELE qual for, admitir a sua paixonite por aquela colega lá no colégio ou terá sido a profe? Qual delas a rejeitou? Ou terá sido mesmo uma tia? Não quero acreditar que terá sido a sua psicóloga…

De qualquer das formas, pense no assunto e em caso de desespero mesmo não me importo de lhe dar a conhecer a ilha B… tem apenas que me prometer que não vai ser vigarista mental e que está de pleno uso das suas faculdades mentais e sensoriais. E já agora, que aplica o método cientifico na sua plenitude. O único problema é que voce só tem 17 anos e não tenho muita paciencia para projectos de mulheres...

Quando quiser, poderemos beber um café e conversar sobre coisas da vida… não me importo de ser vista consigo ao meu lado pois acredito que todas as pessoas podem evoluir!
Será que sou ingénua?


10 comentários:

Anónimo disse...

É louca, não é?

I.Rogeiro disse...

"Não sei se esse seu cérebro pouco habituado a pensar por si mesmo, tenha conseguido acompanhar o raciocínio, mas já agora um conselho (e não é o de Braga), antes de proferir frases estereotipadas de outras mentes, aprenda a pensar por si "
Não percebi onde é que não pensei por mim...


"for, admitir a sua paixonite por aquela colega lá no colégio ou terá sido a profe? Qual delas a rejeitou? Ou terá sido mesmo uma tia? Não quero acreditar que terá sido a sua psicóloga…"
está com algum problema mental muito grave...

Escreverei um post sobre a MINHA ideia de como seria se fizessem a experiência das ilhas...

7 disse...

hum é a própria I.Rogeiro? Mas que honra me dá! Nem sabe quanta...
Olha ainda bem que me vai responder! Nada como um bom dialogo e troca de ideias! Tenha um bom dia minha cara!

Ly disse...

Bravo, 7 !!!

Ly disse...

Bravíssimo :)

Catarina disse...

Ó Alexandra, por falar em método científico, onde é que foi buscar esse número de sete mulheres por cada homem? É que a população mundial está "roughly" equilibrada. À nascença é que há mais mulheres, um pequeno truque da natureza para compensar a maior mortalidade dos homens.
Depois, claro, a sua ilha A não representa o Paraíso de ninguém, creio eu (excepto talvez de alguns algarismos da população masculina que, enfim, não vale a pena conhecer). Mas como disse no princípio que era tudo *grotescamente* caricaturado...
Agora essa imagem de que as mulheres (e os homens, mas falo das mulheres porque sou mulher) lésbicas falam mais do respectivo peito ou dos pêlos de umas e de outras, ou que são mais sábias que as mulheres heterossexuais não pode ser uma caricatura: não vejo como representa o exagero de certas características dos dois grupos de mulheres.
Peço desculpa pela intromissão, sei que, de vez em quando, são um bocado irritantes, estas intromissões.

Catarina disse...

Onde se lê "À nascença é que há mais mulheres" deve ler-se "À nascença é que há mais *homens*", claro.

Anónimo disse...

Nem acabei de ler o post, porque estas idiotices CHATEIAM-ME solenemente. 1º essa cena das ilhas que a Inês ou lá quem foi inventou, é a ideia mais absurda que eu já ouvi nos ultimos tempos (e acreditem que com os palhaços com quem convivo torna-se dificil superar as deles, mas enfim..) E pior que isso, quando é que esta gente vai enfiar na cabeça que os homossexuais não vão deixar de existir só porque meia dúzia de beatos direitistas frustrados tentam lutar contra a sua existência? Tentam e infrutiferamente. E, já agora: se nao os consegues vencer, junta-te a eles! (Nao, nao tou a sugerir que se tornem todos homossexuais ou todos heteros só para que se entendam mais facilmente) Tou, sim, a sugerir que se aceitem uns aos outros, com as suas semelhanças e diferenças, porque uns não tem mais direito do que outros a serem felizes, e ninguem deve privar o outro dessa mesma felicidade. Que estupidez! Quando? Quando é que se vão deixar destas coisas? Feias, horríveis, desprezíveis.. Angustia-me e muito. São estas enormes falhas que a mim tornam mais difícil o meu caminho... Deprimem-me. Isto é em ponto pequeno, mas se olharem bem, o problema é que o mundo está bem recheadinho desta "MERDA". E vejam no que o transformamos... Que tristeza!

Ly disse...

Pobre 7... ninguém percebeu a tua analogia.

paulo disse...

Esta não posso deixar de comentar.
É um tema controverso, tal como eu gosto.

Fica a pergunta, sendo que na ilha homosexual (ninguém falou em bi) não existem clinicas de fertelização então a fecundacção éra feita pelo metodo tradicional. Os gays contribuiam com as lésbicas para perpetuar a especie.
Mas será que o conseguiam fazer? Seria necessário que eles tivessem excitados de forma a poderem ejacular no interior de uma mulher. Para a mulher seria mais facil visto apenas ser necessário "estar".
Ou seja, para que tal aconteçesse ou eram bi (negado à partida) ou então era complicadito... no minimo discutivel... muito discutivel. Esta é para discutir no chat, assim eu me lembre disso.