É. Tomei uma decisão!
Decidi sair do armário.
Custe o que custar vou saltar do armário.
Mãezinha tomei uma decisão:
Vou deixar de ser lésbica!
Não adianta... ser lesbica é uma chatice!
São dores de cabeça, são cusquices, são o "diz que disse", não vale a pena!
As mulheres são demasiado complexas até para serem compreendidas por outras mulheres.
Agora sim... tou certa do que quero!
Eu gosto mesmo é de homens! Amanhã vou começar com as consultas com o Endocrinologista...quero definitivamente mudar de sexo.
Quero ser homem para poder amar homens a vontade, sem o ónus de ser mulher.
Que tal?
Já agora a todas as minhas ex e actuais namoradas:
Adorei vos a todas, adorei ter vos conhecido... mas não dá!
Lamento.
Vou mesmo sair do armário....
domingo, abril 2
domingo, março 26
a felismina e a ilha...
Já que fui visitada e comentada por homossexuais ou simples simpatizantes dessa "religião", quero lançar um desafio que um dia me foi lançado a mim!Arranjem duas ilhas! Numa ponham homens e mulheres heterossexuais. Noutra ponham homossexuais.Voltem às ilhas 100 anos depois e digam-me qual é que a Natureza permitiu que continuasse a existir!
I. Rogeiro in http://felismina.blogspot.com/
Resposta ficcionada e grotescamente caricaturada a I. Rogeiro
Cenário
ILHA A – o paraíso de Homens e Mulheres Heterossexuais
ILHA B – o paraíso de Homens e Mulheres Homossexuais
Vamos por hipótese académica actuar na proporção exacta do actual panorama de distribuição não equilibrada da população em termos sexuais.
Para cada homem hetero na ilha A teremos sete mulheres.
Para cada homem gay teremos uma mulher gay se bem que acreditamos que aqui seja o inverso do que a realidade nos oferece. Ou seja, admitimos que existem mais mulheres lésbicas (o subtil feminino e a discrição) do que aparentemente homens gays.
Na ilha A
Os homens numa primeira fase deliciam-se com a tarefa sempre ingrata de satisfazer sexualmente todas as mulheres. As mulheres em maior número, desenvolvem a maioria das actividades laborais. Da lida das palhotas à pesca de peixe e mariscos, cultivo de vegetais, apanha de frutas, remodelação dos conceitos de moda com chicolésimos saiotes e restante indumentária em palha seca e nos tempos ditos livres (10 segundos por dia) ainda cospem saliva para o caldeirão para promover a fermentação de cerveja de leite de coco.
Bebida muito apreciada pela população masculina, de resto um dos pilares da dita… beber cocoeja após uma partidinha de cocobol no areal da praia.
Organizadas as mulheres, dividem entre si a responsabilidade de educar e formar as crianças que vão nascendo neste lindíssimo meio natural, maioria das quais que vivem com a mãe e sabem quem é o pai por ouvir falar…
Ao fim de 5 anos, os homens estão fartos das fêmeas disponíveis, consumem cada vez mais cocoeja e aumentam a sua actividade laboral de produzir bronzeado e testerona. Dão início a jogos de força bruta e manifestações florais do tipo a minha pilinha é maior que a tua ou ainda o meu xixi vai mais longe do que o teu. As provas de virilidade terminam inevitavelmente em a minha escarreta vai longe e é das verdes seguida de sangue espalhado, cabeças e escoriações entre os aderentes. Sempre que perdem no cocobol chegam as palhotas e arreiam um festival de pancadaria nas fêmeas disponíveis.
Algumas das mulheres aplaudem, divertidas, os torneios espontâneos, enquanto bebem cocoeja e fumam rolos de erva. Estas ganharam estatutos diferentes entre a população feminina, são chamadas, por questões de identificação tribal de cabras, vacas ou mesmo até de putas (um termo aliás que constitui resquícios dos tempos da antiga civilização em urbes).
Algumas das famílias constituídas (pouquíssimas) dedicam-se a perpetuar alguns dos valores morais top, do género se te masturbares ficas com a pele num estado lastimoso, se quiseres dar uma keka vai às putas e não uses protecção (e não se referem à solar), não se dá puns nem se arrota na palhota ou mesmo o famoso… sexo só para fazer filhos mesmo que te doía a cabeça.
Ao fim de uns tempos, alguns dos machos decidem fazer uma farra daquelas memoráveis e entre goles e coçadelas de testículos imaginam um raid punitivo à ilha B.
Ora na Ilha B, o que se passa é uma outra realidade…
Cientes que estão num meio natural, todos adoptam a famosa lei do Meco… no Meco tudo o que abana é para andar ao relento! Acaba-se assim com o conceito de ajeitar os genitais nas calças de forma a parecer mais volumoso do que é na realidade, bem como na sua maioria podem andar sem ter que meter o rabinho para dentro!
I. Rogeiro in http://felismina.blogspot.com/
Resposta ficcionada e grotescamente caricaturada a I. Rogeiro
Cenário
ILHA A – o paraíso de Homens e Mulheres Heterossexuais
ILHA B – o paraíso de Homens e Mulheres Homossexuais
Vamos por hipótese académica actuar na proporção exacta do actual panorama de distribuição não equilibrada da população em termos sexuais.
Para cada homem hetero na ilha A teremos sete mulheres.
Para cada homem gay teremos uma mulher gay se bem que acreditamos que aqui seja o inverso do que a realidade nos oferece. Ou seja, admitimos que existem mais mulheres lésbicas (o subtil feminino e a discrição) do que aparentemente homens gays.
Na ilha A
Os homens numa primeira fase deliciam-se com a tarefa sempre ingrata de satisfazer sexualmente todas as mulheres. As mulheres em maior número, desenvolvem a maioria das actividades laborais. Da lida das palhotas à pesca de peixe e mariscos, cultivo de vegetais, apanha de frutas, remodelação dos conceitos de moda com chicolésimos saiotes e restante indumentária em palha seca e nos tempos ditos livres (10 segundos por dia) ainda cospem saliva para o caldeirão para promover a fermentação de cerveja de leite de coco.
Bebida muito apreciada pela população masculina, de resto um dos pilares da dita… beber cocoeja após uma partidinha de cocobol no areal da praia.
Organizadas as mulheres, dividem entre si a responsabilidade de educar e formar as crianças que vão nascendo neste lindíssimo meio natural, maioria das quais que vivem com a mãe e sabem quem é o pai por ouvir falar…
Ao fim de 5 anos, os homens estão fartos das fêmeas disponíveis, consumem cada vez mais cocoeja e aumentam a sua actividade laboral de produzir bronzeado e testerona. Dão início a jogos de força bruta e manifestações florais do tipo a minha pilinha é maior que a tua ou ainda o meu xixi vai mais longe do que o teu. As provas de virilidade terminam inevitavelmente em a minha escarreta vai longe e é das verdes seguida de sangue espalhado, cabeças e escoriações entre os aderentes. Sempre que perdem no cocobol chegam as palhotas e arreiam um festival de pancadaria nas fêmeas disponíveis.
Algumas das mulheres aplaudem, divertidas, os torneios espontâneos, enquanto bebem cocoeja e fumam rolos de erva. Estas ganharam estatutos diferentes entre a população feminina, são chamadas, por questões de identificação tribal de cabras, vacas ou mesmo até de putas (um termo aliás que constitui resquícios dos tempos da antiga civilização em urbes).
Algumas das famílias constituídas (pouquíssimas) dedicam-se a perpetuar alguns dos valores morais top, do género se te masturbares ficas com a pele num estado lastimoso, se quiseres dar uma keka vai às putas e não uses protecção (e não se referem à solar), não se dá puns nem se arrota na palhota ou mesmo o famoso… sexo só para fazer filhos mesmo que te doía a cabeça.
Ao fim de uns tempos, alguns dos machos decidem fazer uma farra daquelas memoráveis e entre goles e coçadelas de testículos imaginam um raid punitivo à ilha B.
Ora na Ilha B, o que se passa é uma outra realidade…
Cientes que estão num meio natural, todos adoptam a famosa lei do Meco… no Meco tudo o que abana é para andar ao relento! Acaba-se assim com o conceito de ajeitar os genitais nas calças de forma a parecer mais volumoso do que é na realidade, bem como na sua maioria podem andar sem ter que meter o rabinho para dentro!
No caso das mulheres comentam a vontade e sem restrições o nível de pêlos nas pernas e nos sovacos e a rigidez dos mamilos bem como a respectiva flacidez das tetas. Não se inibem de assumir gradualmente a celulite mas condenam o excesso de penugens no panículo adiposo por razões de limpeza e acesso cliptoriano.
Dividem entre todos respeitosamente as tarefas domésticas e as necessidades de angariar alimentos. Vestuário e decoração de palhotas como é sabido são tarefas sublimemente melhor executadas por maricas.
Também se produz cocoeja mas a comunidade partilha a tarefa e bebe-a por norma as sextas-feiras e sábado à noite dias em que se troca pontualmente de parceiro/a para manter depois viva a relação oficial.
Por falar nisso, maioritariamente as relações duram de 2 meses a 5 anos, tirando honrosos casos em que vivem juntos/as para todo o sempre.
Ao fim de 5 anos, na comunidade gay existem inúmeros filhos todos eles com dois pais e duas mães e as responsabilidades educacionais são discutidas e partilhadas ao pormenor.
Na comunidade existem ainda inúmeros indivíduos (de ambos os sexos) aparentemente sem companheiros/as. Entregam-se a inúmeras manifestações de carácter sócio-cultural, ecologia, música, pintura, poesia e literatura, entre muitas outras. Pretendem evoluir espiritualmente enquanto se deliciam a fumar rolos de erva.
Frequentemente a ilha é assolada por ataques de visitantes da ilha A. Primeiro com carácter destrutivo, a comunidade B via o seu sistema organizacional destruído, palhotas queimadas e culturas vegetais espezinhadas. Com o tempo os Visitantes A, desenvolveram técnicas de violação em especial perseguindo os espécimes de sexo masculino.
Escusado será dizer que as visitas tornaram-se cada vez mais frequentes e que alguns dos visitantes alegando bebedeira e enjoo marítimo na viagem de regresso foram deixando-se ficar na ilha B.
Dividem entre todos respeitosamente as tarefas domésticas e as necessidades de angariar alimentos. Vestuário e decoração de palhotas como é sabido são tarefas sublimemente melhor executadas por maricas.
Também se produz cocoeja mas a comunidade partilha a tarefa e bebe-a por norma as sextas-feiras e sábado à noite dias em que se troca pontualmente de parceiro/a para manter depois viva a relação oficial.
Por falar nisso, maioritariamente as relações duram de 2 meses a 5 anos, tirando honrosos casos em que vivem juntos/as para todo o sempre.
Ao fim de 5 anos, na comunidade gay existem inúmeros filhos todos eles com dois pais e duas mães e as responsabilidades educacionais são discutidas e partilhadas ao pormenor.
Na comunidade existem ainda inúmeros indivíduos (de ambos os sexos) aparentemente sem companheiros/as. Entregam-se a inúmeras manifestações de carácter sócio-cultural, ecologia, música, pintura, poesia e literatura, entre muitas outras. Pretendem evoluir espiritualmente enquanto se deliciam a fumar rolos de erva.
Frequentemente a ilha é assolada por ataques de visitantes da ilha A. Primeiro com carácter destrutivo, a comunidade B via o seu sistema organizacional destruído, palhotas queimadas e culturas vegetais espezinhadas. Com o tempo os Visitantes A, desenvolveram técnicas de violação em especial perseguindo os espécimes de sexo masculino.
Escusado será dizer que as visitas tornaram-se cada vez mais frequentes e que alguns dos visitantes alegando bebedeira e enjoo marítimo na viagem de regresso foram deixando-se ficar na ilha B.
Alegam, assim, que podem fazer mais estragos!
Reduzida a população masculina da comunidade A, por diversas razões, as coisas tornaram-se mais equilibradas. A população feminina farta de maus tratos e cansada de trabalhar desenvolve uma espécie de sentimento gay… mulheres habitam juntam partilham tarefas mas não são lésbicas! Dormir juntas e beijos na boca são apenas porque gostam de apreciar companhia. Claro que no maior secretismo sabe melhor!
Aliás nas orgias hetero que de vez em quando acontecem nada de gay se passa! Acontece…
Os filhos gerados na ilha A, curiosamente muitos deles quando chega a adolescência tem experiências homossexuais logo reprimidas e são sujeitos a longos tratamentos psiquiátricos e castramentos químicos não vá o diabo tecê-las. Mas não são muitos… devem ser só 10 a 20%. Os restantes meninos e meninas são normais.
Os filhos gerados na ilha B, como assistem a todo o tipo de mau exemplos e porque levam com o sentimento de culpa gay dos 4 pais desde muito cedo, são maioritariamente heterossexuais e apenas 10 a 20% desenvolvem ambivalência sexual. Pensa-se ainda hoje, que foi assim que surgiram os bi-sexuais.
Na verdade, amiga Felismina… ao fim de 100 anos ambas as comunidades tem similar população. Não sei se esse seu cérebro pouco habituado a pensar por si mesmo, tenha conseguido acompanhar o raciocínio, mas já agora um conselho (e não é o de Braga), antes de proferir frases estereotipadas de outras mentes, aprenda a pensar por si a ser critica e não aceite toda a panóplia de ideias adoptando-as como suas sem que se questione primeiro da validade do raciocínio.
Por fim, só lhe ficava bem e acredito com a sua consciência e com o seu Deus, seja ELE qual for, admitir a sua paixonite por aquela colega lá no colégio ou terá sido a profe? Qual delas a rejeitou? Ou terá sido mesmo uma tia? Não quero acreditar que terá sido a sua psicóloga…
De qualquer das formas, pense no assunto e em caso de desespero mesmo não me importo de lhe dar a conhecer a ilha B… tem apenas que me prometer que não vai ser vigarista mental e que está de pleno uso das suas faculdades mentais e sensoriais. E já agora, que aplica o método cientifico na sua plenitude. O único problema é que voce só tem 17 anos e não tenho muita paciencia para projectos de mulheres...
Quando quiser, poderemos beber um café e conversar sobre coisas da vida… não me importo de ser vista consigo ao meu lado pois acredito que todas as pessoas podem evoluir!
Será que sou ingénua?
Reduzida a população masculina da comunidade A, por diversas razões, as coisas tornaram-se mais equilibradas. A população feminina farta de maus tratos e cansada de trabalhar desenvolve uma espécie de sentimento gay… mulheres habitam juntam partilham tarefas mas não são lésbicas! Dormir juntas e beijos na boca são apenas porque gostam de apreciar companhia. Claro que no maior secretismo sabe melhor!
Aliás nas orgias hetero que de vez em quando acontecem nada de gay se passa! Acontece…
Os filhos gerados na ilha A, curiosamente muitos deles quando chega a adolescência tem experiências homossexuais logo reprimidas e são sujeitos a longos tratamentos psiquiátricos e castramentos químicos não vá o diabo tecê-las. Mas não são muitos… devem ser só 10 a 20%. Os restantes meninos e meninas são normais.
Os filhos gerados na ilha B, como assistem a todo o tipo de mau exemplos e porque levam com o sentimento de culpa gay dos 4 pais desde muito cedo, são maioritariamente heterossexuais e apenas 10 a 20% desenvolvem ambivalência sexual. Pensa-se ainda hoje, que foi assim que surgiram os bi-sexuais.
Na verdade, amiga Felismina… ao fim de 100 anos ambas as comunidades tem similar população. Não sei se esse seu cérebro pouco habituado a pensar por si mesmo, tenha conseguido acompanhar o raciocínio, mas já agora um conselho (e não é o de Braga), antes de proferir frases estereotipadas de outras mentes, aprenda a pensar por si a ser critica e não aceite toda a panóplia de ideias adoptando-as como suas sem que se questione primeiro da validade do raciocínio.
Por fim, só lhe ficava bem e acredito com a sua consciência e com o seu Deus, seja ELE qual for, admitir a sua paixonite por aquela colega lá no colégio ou terá sido a profe? Qual delas a rejeitou? Ou terá sido mesmo uma tia? Não quero acreditar que terá sido a sua psicóloga…
De qualquer das formas, pense no assunto e em caso de desespero mesmo não me importo de lhe dar a conhecer a ilha B… tem apenas que me prometer que não vai ser vigarista mental e que está de pleno uso das suas faculdades mentais e sensoriais. E já agora, que aplica o método cientifico na sua plenitude. O único problema é que voce só tem 17 anos e não tenho muita paciencia para projectos de mulheres...
Quando quiser, poderemos beber um café e conversar sobre coisas da vida… não me importo de ser vista consigo ao meu lado pois acredito que todas as pessoas podem evoluir!
Será que sou ingénua?
sexta-feira, março 24
Diario tipico de uma les à beirinha...
Querida diária (primeiro sintoma só fala na feminina),
hoje como acordei com a neura decidi não tomar banha.
A outra (refere-se a sua metade equilatera), não deu noticias que vinha passar a fim de semana comigo.
Enchi-me de coragem e enquanto depilava a buça liguei-lhe!
- Oube lá naux vens ca hojex?
- Que se passa contigo? Tás mal da voz?
- Hãn, toux a tirarix a buxa nãn dá jeitus falarix cum istu na beiçax...
- Não entendi nada... mas PRONTUS (nesta parte enervei-me a sério detesto o prontus e ela sabe...)
- Venx oux nan venx?
- Querida não posso. Tenho que preparar uma reunião. Falamos depois.
Desliguei a telemóvela sabendo que até ela já tava com a creme de tirar buça na visora.
E foi assim que passei a minha dia... sem nada de importante para fazer mas com uma ara branca na pele por cima da lábia e abaixo da nariz.
Mais loga, te contarei como foi a noite de sexta feira!
hoje como acordei com a neura decidi não tomar banha.
A outra (refere-se a sua metade equilatera), não deu noticias que vinha passar a fim de semana comigo.
Enchi-me de coragem e enquanto depilava a buça liguei-lhe!
- Oube lá naux vens ca hojex?
- Que se passa contigo? Tás mal da voz?
- Hãn, toux a tirarix a buxa nãn dá jeitus falarix cum istu na beiçax...
- Não entendi nada... mas PRONTUS (nesta parte enervei-me a sério detesto o prontus e ela sabe...)
- Venx oux nan venx?
- Querida não posso. Tenho que preparar uma reunião. Falamos depois.
Desliguei a telemóvela sabendo que até ela já tava com a creme de tirar buça na visora.
E foi assim que passei a minha dia... sem nada de importante para fazer mas com uma ara branca na pele por cima da lábia e abaixo da nariz.
Mais loga, te contarei como foi a noite de sexta feira!
terça-feira, março 7
trim trim mais perto do que é importante!
Trrim triiim maaaais perto do que é importaaaante
- Tou tou...
- Moriii aconteceu-me uma desgraça!
- Que foi? Que te aconteceu desta vez menina?
- Moriii o carro párou! Tou aflita mesmo, vem ter comigo já!
- Já??? Mas tou a trabalhar... que aconteceu afinal?
- Ó pá... por favor salva-me desta! Tava na subida de Monsanto e o carro deixou de andar...
- Deixou de andar? Sem gasolina não? A menina já viu a gasolina?
- Já sim! Tinha acabado de encher tá! Simplesmente párou!
- Liga pó reboque!
- Nãoooo! Preciso de ti aqui! Vá lá.... tá tudo a olhar para mim!
- Ai a conversa... mas conta me que fizeste tu?
- Nada eu juro que nada! Saí do carro... levantei a capota, um senhor explicou me onde era a maneta... e agora imagina... levanto a capota e fiquei com uma peça na mão!
- Óoooh não exageres!
- Juro... tenho aqui uma coisa na mão e agora isto não anda!
- Ok... onde estás mesmo???
- Na subida de Monsanto... logo a seguir a antena da PT.
- Ok... 10 min e tou aí...
- Meu amor mai lindo vem me salvar vem...
- 10 minutos depois -
- Então... a peça onde está?
- Amor... é esta.... vês? É grave não é? Que achas?
- Não acho nada... parece me mesmo grave...mas olha para que saibas isso é a vareta do óleo!...
- Conclusão -
As namoradas devem prestar todo o tipo de assistência técnica!
sábado, março 4
Modernices belsbicas
Modernices, mesmo que a relação seja daquelas a virar para o ortodoxo, é desejar ir de férias para a neve e deixar a nossa gaja livre e solta por aí!
Modernices é aproximarmo-nos de alguém, algures num bar perdido, e a sorrir ensaiar um "Oooolá jeiiitooosaaa" logo seguido de "Queres fazer o amor comigo?".
Modernices é sermos trocadas por um sofá atraente, um cobertor mágico, um livro do tamanho da biblia e esquecermo-nos da profecia da nossa vida.
Modernices numa relação, onde uma mulher se ajeita nos braços de outra, é pensar que será a última ou até a "única".
Modernices é viver juntas na mesma casa e pedir on line pelo messenger à tua cara metade que te traga um cházinho quando for à cozinha.
Modernices mesmo... é tomar trifene antes que a dor de cabeça apareça e impeça que o amori seja impecábel.
Modernices é achar que sexo por sexo é melhor no verão e que acaba sem sequelas quando chega o tempo da azeitona.
Modernices é eu estar a escrever nesta coisa às 5 e meia da manhã quando devia estar (das duas três) ou a trabalhar ou a dormir ou simplesmente a dar-te a volta a cabeça no meio do meu sorriso mais safado.
Modernices é eu achar que ainda vou a tempo de impedir que caias na minha cantiga...
Por fim, modernices mesmo é mandar te vir pelo correio expresso de um país estrangeiro e descobrir que não falamos a mesma língua nem tão pouco tenho dicionário que te decifre.
Modernices!
Modernices é aproximarmo-nos de alguém, algures num bar perdido, e a sorrir ensaiar um "Oooolá jeiiitooosaaa" logo seguido de "Queres fazer o amor comigo?".
Modernices é sermos trocadas por um sofá atraente, um cobertor mágico, um livro do tamanho da biblia e esquecermo-nos da profecia da nossa vida.
Modernices numa relação, onde uma mulher se ajeita nos braços de outra, é pensar que será a última ou até a "única".
Modernices é viver juntas na mesma casa e pedir on line pelo messenger à tua cara metade que te traga um cházinho quando for à cozinha.
Modernices mesmo... é tomar trifene antes que a dor de cabeça apareça e impeça que o amori seja impecábel.
Modernices é achar que sexo por sexo é melhor no verão e que acaba sem sequelas quando chega o tempo da azeitona.
Modernices é eu estar a escrever nesta coisa às 5 e meia da manhã quando devia estar (das duas três) ou a trabalhar ou a dormir ou simplesmente a dar-te a volta a cabeça no meio do meu sorriso mais safado.
Modernices é eu achar que ainda vou a tempo de impedir que caias na minha cantiga...
Por fim, modernices mesmo é mandar te vir pelo correio expresso de um país estrangeiro e descobrir que não falamos a mesma língua nem tão pouco tenho dicionário que te decifre.
Modernices!
terça-feira, fevereiro 21
Bolas, deixei passar o dia do Valentim!
Que dia é hoje mesmo???? Ahhh pois já passou... temos pena!
Só porque algures nos anos oitenta, uma empresa de electrodómesticos decidiu lançar um produto associado a data do 14 de Fevereiro... temos agora que todos os anos gastar dinheiro em ursos brancos de pelúcia com corações I LUV U?
Bem... esqueci-me! Nada de grave...também não tenho nenhuma namorada no activo.
Bolas, mas o gajo o Valentim também não tinha namorada!
Tamos quites... já agora se tem ursos a mais... podem enviar-me. Conheço uma associaçao de kids que iam adorar ter ursinhos com corações...
Fiquem bem... zelem pela vossa coisa.
7 Beijos
Só porque algures nos anos oitenta, uma empresa de electrodómesticos decidiu lançar um produto associado a data do 14 de Fevereiro... temos agora que todos os anos gastar dinheiro em ursos brancos de pelúcia com corações I LUV U?
Bem... esqueci-me! Nada de grave...também não tenho nenhuma namorada no activo.
Bolas, mas o gajo o Valentim também não tinha namorada!
Tamos quites... já agora se tem ursos a mais... podem enviar-me. Conheço uma associaçao de kids que iam adorar ter ursinhos com corações...
Fiquem bem... zelem pela vossa coisa.
7 Beijos
domingo, fevereiro 12
O anuncio da bilha de gás...
O cenário está montado.
A Sanyo de 8mm treme nas mãos do Toino.
Ti Alberto da burra analisa entre os dedos a qualidade da luz.
Os figurantes dispõem-se pelo eira. No monte um grupo de gaiatos, entre fungadelas e arrepiar de mangas ao nariz, observa.
Almerinda, nervosa ajeita as meias grossas e enfia bem os pés nas chinelas de pano. Nãn vá o diabo tece-las e escorregar no cimento frio. Já era tarde, agora não podia voltar a atrás. Maldita a hora em quem não cortou as unhas dos dedos grandes. Sentia a pressão das meias. A ver vamos se não se espalhava.
Com gestos decididos alisa a saia de roda, puxando-a para cima discretamente dá um novo nó no elástico que lhe bordeja o cós.
Alisada a sainha, ajeita as mamas entre a blusa de nylon azul florescente com flores.
Sente a transpiração na palma das mãos...porra! Pensa p'rá ela que nunca mais se mete noutra como esta.
No ar, sente os estalidos do nervoso miudinho de toda a equipa de filmagens...não, não são estalidos... é o Zé da Adega que ao fazer força ao bufar-se, força os botões de massa a cederem nas casas da bertinhola.
Porra, esta merda nunca mais começa!
Por fim... o Feliciano da Ti Maria Zarolha, lá ordena mansinho:
- Aperta o botão Toino! Almerinda, mete-te ao caminho!
Almerinda, decidida num gesto seco levanta de uma vez só a bilha. No ar a bilha ao passar pelo peito brilha e um raio de sol escarracha-se na marca impressa. Arfando, Almerinda mete a bilha à cabeça. Ajeitando-a depois secamente na rodilha de trapos.
Lenta, sensualmente bamboleando as ancas de parideira, rabo grande apetecido por muitos a ir e a vir num toma lá dá cá, caminha na eira como se fosse a rainha do milho rei.
Toino acompanha-lhe com a Sanyo as curvas, regista a cara de parvo do Zé do Poço, a tremura do João das Couves e por fim a queda em voo do Toninho do Monte.
Uma das mamas de Almerinda prega-lhe uma partida, com o esforço salta do decote e brilha agora ofuscando a puta da bilha!
Em voz calma, Ti Alberto da Burra recita:
- Almerinda Neves, uma revendedora da Galp sempre por perto de si!
a bilha dela vai onde for preciso...
Pará!
Nessa noite, na venda da aldeia todos rejubilaram com o video clip.
A Galp é uma grande empresa... não valia de todo a pena ter contratado uma polaca.
Almerinda nunca falhou! Nem ela nem a bilha dela! A aldeia agradeceu assim o empenho desta revendedora, o bem e a felicidade que a bilha dela sempre deu à comunidade masculina.
(Porra, esta merda tá mesmo boa...)
A Sanyo de 8mm treme nas mãos do Toino.
Ti Alberto da burra analisa entre os dedos a qualidade da luz.
Os figurantes dispõem-se pelo eira. No monte um grupo de gaiatos, entre fungadelas e arrepiar de mangas ao nariz, observa.
Almerinda, nervosa ajeita as meias grossas e enfia bem os pés nas chinelas de pano. Nãn vá o diabo tece-las e escorregar no cimento frio. Já era tarde, agora não podia voltar a atrás. Maldita a hora em quem não cortou as unhas dos dedos grandes. Sentia a pressão das meias. A ver vamos se não se espalhava.
Com gestos decididos alisa a saia de roda, puxando-a para cima discretamente dá um novo nó no elástico que lhe bordeja o cós.
Alisada a sainha, ajeita as mamas entre a blusa de nylon azul florescente com flores.
Sente a transpiração na palma das mãos...porra! Pensa p'rá ela que nunca mais se mete noutra como esta.
No ar, sente os estalidos do nervoso miudinho de toda a equipa de filmagens...não, não são estalidos... é o Zé da Adega que ao fazer força ao bufar-se, força os botões de massa a cederem nas casas da bertinhola.
Porra, esta merda nunca mais começa!
Por fim... o Feliciano da Ti Maria Zarolha, lá ordena mansinho:
- Aperta o botão Toino! Almerinda, mete-te ao caminho!
Almerinda, decidida num gesto seco levanta de uma vez só a bilha. No ar a bilha ao passar pelo peito brilha e um raio de sol escarracha-se na marca impressa. Arfando, Almerinda mete a bilha à cabeça. Ajeitando-a depois secamente na rodilha de trapos.
Lenta, sensualmente bamboleando as ancas de parideira, rabo grande apetecido por muitos a ir e a vir num toma lá dá cá, caminha na eira como se fosse a rainha do milho rei.
Toino acompanha-lhe com a Sanyo as curvas, regista a cara de parvo do Zé do Poço, a tremura do João das Couves e por fim a queda em voo do Toninho do Monte.
Uma das mamas de Almerinda prega-lhe uma partida, com o esforço salta do decote e brilha agora ofuscando a puta da bilha!
Em voz calma, Ti Alberto da Burra recita:
- Almerinda Neves, uma revendedora da Galp sempre por perto de si!
a bilha dela vai onde for preciso...
Pará!
Nessa noite, na venda da aldeia todos rejubilaram com o video clip.
A Galp é uma grande empresa... não valia de todo a pena ter contratado uma polaca.
Almerinda nunca falhou! Nem ela nem a bilha dela! A aldeia agradeceu assim o empenho desta revendedora, o bem e a felicidade que a bilha dela sempre deu à comunidade masculina.
(Porra, esta merda tá mesmo boa...)
quarta-feira, fevereiro 1
Será que eu...
...era capaz de ir à conservatória meter os papéis para casar?
A Lena e a Teresa foram!
São corajosas?
São loucas?
São como querem e desejam ser...
Eu nem a lei da bala, nem que me dissesses que te tinha engravidado com o meu sorriso casaria!
Mas...se me pedisses daria contigo tres voltas a um sobreiro, mergulharia fundo no mar e diria ao mundo que te amo.
A questão aqui é mesmo... o papel que teria que assinar.
Nenhum papel ou lei me une ou me separa mais a ti.
É esta minha alergia a palavra casamento que me faz ainda admirar mais aquelas duas.
De onde vem esta coceira eu nao sei.
Não tive maus exemplos... não sou traumatizada. Deve ser defeito de fabrico. Só pode.
Nem tão pouco é questão de medo. De liberdade, egoismo ou egocentrismo.
É visceral ou falta de caneta à altura?
Casa comigo as vezes que quiseres que eu casarei outras tantas contigo...mas não me leves
A Lena e a Teresa foram!
São corajosas?
São loucas?
São como querem e desejam ser...
Eu nem a lei da bala, nem que me dissesses que te tinha engravidado com o meu sorriso casaria!
Mas...se me pedisses daria contigo tres voltas a um sobreiro, mergulharia fundo no mar e diria ao mundo que te amo.
A questão aqui é mesmo... o papel que teria que assinar.
Nenhum papel ou lei me une ou me separa mais a ti.
É esta minha alergia a palavra casamento que me faz ainda admirar mais aquelas duas.
De onde vem esta coceira eu nao sei.
Não tive maus exemplos... não sou traumatizada. Deve ser defeito de fabrico. Só pode.
Nem tão pouco é questão de medo. De liberdade, egoismo ou egocentrismo.
É visceral ou falta de caneta à altura?
Casa comigo as vezes que quiseres que eu casarei outras tantas contigo...mas não me leves
sábado, janeiro 21
Whatever
- Batem à porta!, grita Jadis do emaranhado dos seus livros espalhados no chão da sala.
Nunca soube ser interrompida nem desprender-se do peso das suas coisas.
- Quem era?
- Ninguém!
- Como ninguém? Ouvi baterem à porta...
- Olha para mim.
- Deixa-me! Sabes o quanto isso me irrita. Não desprego daqui, desta sala, das minhas letras, enquanto não me apetecer! Mas quem era?
- Já te disse, ninguém.
Resignou-se e voltou a adormecer no silêncio que a leitura lhe dava.
Nesse adormecer calava o que a rodeava. Apenas os livros abertos, dispersos, poderiam sentir o peso da sua amarga presença, que na insistência doce se tornava.
Longe da sua consciência, procurava alguma coisa. Jadis era faminta de respostas para perguntas que jamais soubera fazer. E assim alheada, o peso da sua existência era aliviado.
Passaram-se anos. Inúmeras vezes bateram à porta e tantas vezes não a abriu. Outras tantas a incomodaram, olha para mim! Nunca olhou. Lia os seus livros, prostrada no seu canto da sala. Só eles abria e apenas para eles olhava. Um dia pensou que também ela poderia escrever, e assim o fez.
Anos que passaram. Letras rabiscadas em livros de escola, guardanapos de papel, pratas dos maços de tabaco, palma da mão.
- De que me serve isto?
Cansou-se das letras. Ouve baterem à porta. Quem é?
- Sou eu.
Resposta idiota, pensa. E por muitas vezes foi ver quem era. recomeça a escrever e a abrir todas as portas, tão depressa como as fecha.
- Quem é? - sem resposta.
- Quem é?
- O teu sorriso.
Espreita... nada.
- Quem é?
- O que procuras.
Nunca soube ser interrompida nem desprender-se do peso das suas coisas.
- Quem era?
- Ninguém!
- Como ninguém? Ouvi baterem à porta...
- Olha para mim.
- Deixa-me! Sabes o quanto isso me irrita. Não desprego daqui, desta sala, das minhas letras, enquanto não me apetecer! Mas quem era?
- Já te disse, ninguém.
Resignou-se e voltou a adormecer no silêncio que a leitura lhe dava.
Nesse adormecer calava o que a rodeava. Apenas os livros abertos, dispersos, poderiam sentir o peso da sua amarga presença, que na insistência doce se tornava.
Longe da sua consciência, procurava alguma coisa. Jadis era faminta de respostas para perguntas que jamais soubera fazer. E assim alheada, o peso da sua existência era aliviado.
Passaram-se anos. Inúmeras vezes bateram à porta e tantas vezes não a abriu. Outras tantas a incomodaram, olha para mim! Nunca olhou. Lia os seus livros, prostrada no seu canto da sala. Só eles abria e apenas para eles olhava. Um dia pensou que também ela poderia escrever, e assim o fez.
Anos que passaram. Letras rabiscadas em livros de escola, guardanapos de papel, pratas dos maços de tabaco, palma da mão.
- De que me serve isto?
Cansou-se das letras. Ouve baterem à porta. Quem é?
- Sou eu.
Resposta idiota, pensa. E por muitas vezes foi ver quem era. recomeça a escrever e a abrir todas as portas, tão depressa como as fecha.
- Quem é? - sem resposta.
- Quem é?
- O teu sorriso.
Espreita... nada.
- Quem é?
- O que procuras.
- Não procuro nada! - e continua a escrever, sem no entanto deixar de sentir-se despojada da sua intimidade, sem no entanto deixar de sentir-se invadida por aquela frase, proferida por sabe-se lá quem.
Passam-se meses. E novamente aquele toc-toc. Arrasta-se pela casa, sublimada e incomodada por aquela pancada agonizante. Já não pergunta quem é. Abre a porta e deixa entrar.
Vira costas, sente-se cansada. Enterra-se no sofá e adormece.
- Estranhamente te vejo e estranhamente te sinto - sonha Jadis.
- Eu disse-te.
- Leve é o peso da tua presença. Quente a frieza do teu abraço. Reconfortante o embaraço do teu corpo caído sobre o meu. Acertado o que um dia me disseste. Procurava-te.
E assim sonha, porque adormecida vive.
quinta-feira, dezembro 29
Minha amiga clar(a)idade
Despenteei-me toda, como se fosse tudo
o que tinha a pensar, em pensamentos
daqueles que imaginamos ter
quando a saudade cresce.
E os meus cabelos, outrora lisos hoje revoltados,
são como as águas do teu mar.
Por aqui perdida, nesta ilha sem horizonte,
semeio amores-perfeitos
enquanto amanheço à tua espera.
Para que saibas de mim,
mesmo que tal não te importe,
pinto o sol de amarelo
e no céu deixo tintas de azul.
Quando voltares estarei por demais
despenteada de tanto pensar em ti.
Gar
o que tinha a pensar, em pensamentos
daqueles que imaginamos ter
quando a saudade cresce.
E os meus cabelos, outrora lisos hoje revoltados,
são como as águas do teu mar.
Por aqui perdida, nesta ilha sem horizonte,
semeio amores-perfeitos
enquanto amanheço à tua espera.
Para que saibas de mim,
mesmo que tal não te importe,
pinto o sol de amarelo
e no céu deixo tintas de azul.
Quando voltares estarei por demais
despenteada de tanto pensar em ti.
Gar
de setembro até hoje
OLáaaa... ah pois é... de setembro até hoje, o meu email encheu-se de pedidos «VOLTA VOLTA!», o meu telemóvel não parou de tocar com todas/os a pedirem insistentemente... anda volta a escrever, aparece dá noticias!
Eu, euinha que fiz? (para os que pensam NADA) Lutei contra as agruras tecnológicas, ultrapassei fronteiras, muralhas (a da china) e só hoje... mesmo só hoje, agora mesmo, lembrei -me que esta bostik (porque é pegajosa) tem maneira de recuperar aquilo que a minha memória RAM não conseguiu!
Meninas, meninos... admito! ESQUECI ME de tudo, do username e da senha....
Foi giro não foi? AH pois foi.
Agora que o publikuzinho se foi por falta de divertimento (consumistas!) posso voltar tranquilamente a escrever... Apetece-me? NA verdade ainda não... mas disciplina!
Nesta altura do ano... também não apetece nada. Ou melhor apetece um todo de tudo.
Já agora, politicamente tou esgazeada... fiz umas apostas e ao que consta, descobri, os senhores candidatos a rei deste país acham normal que estejam acima de todos... do povo... da crise e dos afins.
Se eu fosse candidata... apelava mesmo que todos os portugueses apostassem on line na minha vitória (ou até mesmo na derrota)... quem aposta decerto que vai votar. Não?!!
Enfim... devo ser eu que não estou bem a ver a coisa.
Agora faitêdaiveres... o Elton John casou??? Sim, tia o Elton casou.
Alguma modelo, não?
Ups, não tia é mais algum...
Algum quê?
Quê o quê?
Aii a conversa! Com quem casou o homem?
...com outro homem, tia.
Ah, pois tava mesmo a ver-se!
Tava?
Tava... achas que alguma mulher casava com um homem com um nariz daqueles?
(Nunca tinha dado importância ao nariz do Elton John...)
Fiquem bem, juntinhas à coisa antes que a coisa envelheça... refiro-me claro à passagem de ano.
Beijas para quem for de beijas
Abraças para quem for de abraças
Eu, euinha que fiz? (para os que pensam NADA) Lutei contra as agruras tecnológicas, ultrapassei fronteiras, muralhas (a da china) e só hoje... mesmo só hoje, agora mesmo, lembrei -me que esta bostik (porque é pegajosa) tem maneira de recuperar aquilo que a minha memória RAM não conseguiu!
Meninas, meninos... admito! ESQUECI ME de tudo, do username e da senha....
Foi giro não foi? AH pois foi.
Agora que o publikuzinho se foi por falta de divertimento (consumistas!) posso voltar tranquilamente a escrever... Apetece-me? NA verdade ainda não... mas disciplina!
Nesta altura do ano... também não apetece nada. Ou melhor apetece um todo de tudo.
Já agora, politicamente tou esgazeada... fiz umas apostas e ao que consta, descobri, os senhores candidatos a rei deste país acham normal que estejam acima de todos... do povo... da crise e dos afins.
Se eu fosse candidata... apelava mesmo que todos os portugueses apostassem on line na minha vitória (ou até mesmo na derrota)... quem aposta decerto que vai votar. Não?!!
Enfim... devo ser eu que não estou bem a ver a coisa.
Agora faitêdaiveres... o Elton John casou??? Sim, tia o Elton casou.
Alguma modelo, não?
Ups, não tia é mais algum...
Algum quê?
Quê o quê?
Aii a conversa! Com quem casou o homem?
...com outro homem, tia.
Ah, pois tava mesmo a ver-se!
Tava?
Tava... achas que alguma mulher casava com um homem com um nariz daqueles?
(Nunca tinha dado importância ao nariz do Elton John...)
Fiquem bem, juntinhas à coisa antes que a coisa envelheça... refiro-me claro à passagem de ano.
Beijas para quem for de beijas
Abraças para quem for de abraças
sábado, setembro 3
Downloads
A receita ideal para efectuar um download perfeito, via Internet, de alguém com quem compartilhar o gel de banho…
1º
Sente-se reconfortavelmente na cadeira. Tenha sempre à mão, os cigarros, as pastilhas e a garrafinha de água.
2º
Meta um cd de música soft e tranquila e desligue o telemóvel
3º
Conecte-se ao IRC* e seleccione um canal temático de preferência de índole sexual se tiver muito aflita. Se gostar de fazer as coisas com calma… escolha um canal dissimulado, intelectual onde em pvt tudo se fala menos de coisas literárias, intelectuais, sociais ou politicas.
*Pense antecipadamente num nickname com classe. Ponha 2 pitadas de mistério, junte algum romantismo ou rebeldia conforme preferir. Abstenha-se de usar números (indicadores de idade), de facto já saíram de moda há eras.
4º
Relaxe. Pique um e outro nick. Não reaja a conversas… estilo «De onde teclas?», «Que idade tens?» ou mesmo «M ou F?».
De vez em quando peça desculpa… e 1 ou 2 min de intervalo. Diga que é para atender o telemóvel. Nessas alturas aproveite para ir ao WC, estender a roupa, dar de comer ao gato ou até mesmo passar a ferro a roupa do dia seguinte.
5º
Não revele a sua identidade. Ou melhor, revele… diga que é Directora de uma empresa…Que está a acabar a tese…. Que amanha tem que ir à barra… ou até mesmo que tem uma lista enorme de doentes para operar… entendeu?
Quanto à idade…seja honesta… diga que tem 33B em vez dos seus 43 anos… (você é barra em matemática e a letra B assume um numeral qualquer).
6º
Quanto ao seu aspecto físico… NÃO OMITA NADA!
É loira (sim é… mesmo que pintada).
É magra (naquela foto das férias na Ericeira de 1979)
É alta (usa saltos de 20 cm)
Tem uns seios direitinhos (quando se põe de barriga para baixo a fazer flexões)
Adora a sua boca (nada de referir o aparelho nos dentes) porque tem lábios carnudos (esqueça o pormenor do botox)
7º
Posto os itens anteriores… defina o estilo de mulher que pretende.
Quer uma Bi? Uma Les? Uma hetero? Uma jovem? Uma madura? Experiente?
Sem experiência nenhuma?
Ah… convém sempre dizer que tem uma ou mais relações (assim você, torna-se mais apetecida)
Já se decidiu? Ok. Passe ao item seguinte.
8º
Pergunte sempre o perfume que a outra usa (no caso de serem homens ficam sempre enrascados com esta pergunta).
Fale sempre por enigmas. Meta se necessário os signos ao barulho e outras questões transcendentais ao barulho…seja mística em doses q.b.
Passe um ou dois poemas (anote na próxima vez que beber café Nicola… os pacotes de açúcar trazem inscritos pequenas pérolas da poesia portuguesa)
Fale das viagens que já efectuou (abra o site da National Geographic e tire notas de locais exóticos… se não der… veja o site da Agência Abreu… também serve)
9º
Ao segundo dia de conversa… escolha um dos nicks. Troque de fotos. Invista naquele que mais lhe agradar e discretamente deixe cair o seu número de telemóvel na janela do chat. Aguarde que lhe liguem (Não seja parva e não gaste dinheiro sem ter certezas).
Passe o chat para sms de 10 em 10 min ou ligação telefónica (por estes meios pode ver capacidade económica do outro lado e simultaneamente testa o nível de resistência).
Mantenha-se assim pelo menos uma semana (até chegar a sexta feira ou sábado o que der mais jeito).
10º
Se a voz agradar… marque encontro num sitio discreto, requintado e com bom gosto… pode ser a esquina Das PRIMAS ali no Bairro Alto. Diga que vai em tons de azul… (em cima do acontecimento vista-se com outra cor… assim verá primeiro antes que seja vista).
Agrada-lhe a pessoa? PARABÉNS acabou de efectuar um download via Internet!
NOTA: Não se aceita reclamações, pedidos de troca ou devoluções. Não damos garantia nem tão pouco prazo de validade. Em caso de manifesta insatisfação aconselhamos outros meios…
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NÃO PERCA ESTA SUPER PROMOÇÃO
Até para esta coisa é preciso ter jeito...
sexta-feira, agosto 19
Tango
…/…
O meu olhar não se detinha na forma corporal assumida. Nem no circulo de brilhante pendente ao meio do decote negro.
As sombras ondulantes projectadas por cima do quadro onde os cavalos correm ofegantes prendiam-me.
A rigidez do pescoço onde as veias salientes gritavam «ama-me, ama-me…ama-me»
contrastavam-me com o ritmo alucinado do tango «fode-me, fode-me…fode-me».
Os ombros altivos a pedirem paz na respiração ofegante do levantar das ancas da cadeira de madeira.
Os músculos tensos da barriga da perna, modelados pelo esforço.
Tudo em ti respira vida.
Perdi-me nas sombras a bailarem na parede. Disformes, tão disformes como a imagem que queres que o mundo acredite.
Fechada na tua dança. Fechada na sombra. Transpiras esquecimento.
Esquecida de ti. Esquecida que o amor faz parte de ti. Esquecida do poder do afago das tuas mãos.
Toda a tua vida a passar por entre as tuas coxas, gozando o prazer de um orgasmo solitário.
Quando paraste, a gota de suor que te escorria do peito veio morrer na palma da tua mão. Lânguida a tua língua absorveu-a como se de mel se tratasse.
- Tenho sede. Dá-me de beber – vocalizaste rouca, transmutada da dimensão de onde surgiste.
No estender do braço com a garrafa de água, percebi a tua sede.
Só então, depois, fui um rio a morrer no teu mar.
…/…
O meu olhar não se detinha na forma corporal assumida. Nem no circulo de brilhante pendente ao meio do decote negro.
As sombras ondulantes projectadas por cima do quadro onde os cavalos correm ofegantes prendiam-me.
A rigidez do pescoço onde as veias salientes gritavam «ama-me, ama-me…ama-me»
contrastavam-me com o ritmo alucinado do tango «fode-me, fode-me…fode-me».
Os ombros altivos a pedirem paz na respiração ofegante do levantar das ancas da cadeira de madeira.
Os músculos tensos da barriga da perna, modelados pelo esforço.
Tudo em ti respira vida.
Perdi-me nas sombras a bailarem na parede. Disformes, tão disformes como a imagem que queres que o mundo acredite.
Fechada na tua dança. Fechada na sombra. Transpiras esquecimento.
Esquecida de ti. Esquecida que o amor faz parte de ti. Esquecida do poder do afago das tuas mãos.
Toda a tua vida a passar por entre as tuas coxas, gozando o prazer de um orgasmo solitário.
Quando paraste, a gota de suor que te escorria do peito veio morrer na palma da tua mão. Lânguida a tua língua absorveu-a como se de mel se tratasse.
- Tenho sede. Dá-me de beber – vocalizaste rouca, transmutada da dimensão de onde surgiste.
No estender do braço com a garrafa de água, percebi a tua sede.
Só então, depois, fui um rio a morrer no teu mar.
…/…
quarta-feira, agosto 17
CUmplicidades II
O ritual. Não interessa se é de manhã cedo ao acordar, se após o café e o primeiro cigarro, se a seguir ao almoço, se breve a seguir ao jantar ou até mesmo momentos antes de ir para a cama. A revista, o Expresso, o livro, as páginas amarelas e até a literatura médica inclusa na embalagem do medicamento… tudo me serve.
Na solidão da casa de banho. É assim que gosto. Eu e Eu e aquele outro que depois se afoga… momentos meus… muitos meus.
Bem, de facto eu gostaria que assim fosse.
Por isso fecho sempre a porta da casa de banho. Lá fechada ela fica.
Não tarda muito abre-se.
Ou é o cão que vem cheirar o porquê da demora ou és tu com a pressa dos dentinhos por lavar. Pretextos!
Sei que me observas pelo canto do olho através do espelho. No primeiro embate protesto!
- Já me parecia tarde…. – maldigo a sorte, suspirando contraio-me.
- Não consegues é? – dizes-me no meio de um sorriso a tramar-me os argumentos.
Protesto de novo. Ameaço. Ris.
- Mas nem cheira mal…
- E por não cheirar mal invades a minha privacidade? É isso?
Acabas por te contorcer de riso a espumar da boca, incontrolada a babar pasta de dentes como se possuída.
O Expresso, ainda é um jornal poderoso e grande, suficientemente grande para me tapar a cabeça. Não quero ver as macacadas que fazes a provocar-me.
Contenho o riso e aspiro a tinta do jornal.
- Pára lá com isso e pisga-te daqui para fora!
- Ta ta na naaaan tan ta ta – cantas a bambolear-te.
- Não acho graça nenhuma! É uma falta de respeito…
- Por ti ou por ele???
- Olha… tas aqui tas ali…
Não acredito! Sentas-te na bancada. Cruzas as pernas e aguardas.
- Que foi agora? Uma pessoa já não pode esperar na casa de banho?
- Poder podes… mas eu tou aqui… não sei se reparaste nisso e tou deveras numa missão, diria até que impossível! Sinto que o que era para sair… já deu a volta e subiu! Achas bem?
A tua risada contagia-me. E eu que não posso levantar-me….desespero.
Desespero por todos os motivos. Não te alcanço, não acabo a missão, não termino a leitura…
Sei que amanhã farás o mesmo e isso deixa-me feliz.
Pelo sim pelo não…vou meter uma fechadura na porta do wc… vamos ver quem vai desesperar. Apostamos?
…/…
Na solidão da casa de banho. É assim que gosto. Eu e Eu e aquele outro que depois se afoga… momentos meus… muitos meus.
Bem, de facto eu gostaria que assim fosse.
Por isso fecho sempre a porta da casa de banho. Lá fechada ela fica.
Não tarda muito abre-se.
Ou é o cão que vem cheirar o porquê da demora ou és tu com a pressa dos dentinhos por lavar. Pretextos!
Sei que me observas pelo canto do olho através do espelho. No primeiro embate protesto!
- Já me parecia tarde…. – maldigo a sorte, suspirando contraio-me.
- Não consegues é? – dizes-me no meio de um sorriso a tramar-me os argumentos.
Protesto de novo. Ameaço. Ris.
- Mas nem cheira mal…
- E por não cheirar mal invades a minha privacidade? É isso?
Acabas por te contorcer de riso a espumar da boca, incontrolada a babar pasta de dentes como se possuída.
O Expresso, ainda é um jornal poderoso e grande, suficientemente grande para me tapar a cabeça. Não quero ver as macacadas que fazes a provocar-me.
Contenho o riso e aspiro a tinta do jornal.
- Pára lá com isso e pisga-te daqui para fora!
- Ta ta na naaaan tan ta ta – cantas a bambolear-te.
- Não acho graça nenhuma! É uma falta de respeito…
- Por ti ou por ele???
- Olha… tas aqui tas ali…
Não acredito! Sentas-te na bancada. Cruzas as pernas e aguardas.
- Que foi agora? Uma pessoa já não pode esperar na casa de banho?
- Poder podes… mas eu tou aqui… não sei se reparaste nisso e tou deveras numa missão, diria até que impossível! Sinto que o que era para sair… já deu a volta e subiu! Achas bem?
A tua risada contagia-me. E eu que não posso levantar-me….desespero.
Desespero por todos os motivos. Não te alcanço, não acabo a missão, não termino a leitura…
Sei que amanhã farás o mesmo e isso deixa-me feliz.
Pelo sim pelo não…vou meter uma fechadura na porta do wc… vamos ver quem vai desesperar. Apostamos?
…/…
terça-feira, agosto 16
Inquietude
À pele suada de desejo chamamos inquietude.
Aos momentos soltos e dolorosos chamamos inquietude.
Inquietude, vaga ténue de não saber.
E fiquemos por aqui.
Não saber é tão inquieto quanto não conhecer. Como se conhecer fosse saber.
Como se saber fosse um pouco mais além do conhecimento.
Inquietude é uma pluma laranja num colar de oferta da revista semanal.
Inquietude é nada e tudo mais que crio.
Inquietude é um pedaço, e só isso, de não ter.
Como a inquietude que nos invade só o medo de perder o que nunca tivemos.
E afinal não é no ter que reside a resposta.
A gloriosa descoberta de fazer parte de algo é mais poderoso do que pertencer, do ter, do saber e do conhecer.
A inquietude de fazer parte de um todo e do nada…o nada de nada ser a não ser isso mesmo… inquietude.
Fiquem por aí na inquietude deste verão... não se apeguem à coisa que a coisa pode se apegar a vós...
Aos momentos soltos e dolorosos chamamos inquietude.
Inquietude, vaga ténue de não saber.
E fiquemos por aqui.
Não saber é tão inquieto quanto não conhecer. Como se conhecer fosse saber.
Como se saber fosse um pouco mais além do conhecimento.
Inquietude é uma pluma laranja num colar de oferta da revista semanal.
Inquietude é nada e tudo mais que crio.
Inquietude é um pedaço, e só isso, de não ter.
Como a inquietude que nos invade só o medo de perder o que nunca tivemos.
E afinal não é no ter que reside a resposta.
A gloriosa descoberta de fazer parte de algo é mais poderoso do que pertencer, do ter, do saber e do conhecer.
A inquietude de fazer parte de um todo e do nada…o nada de nada ser a não ser isso mesmo… inquietude.
Fiquem por aí na inquietude deste verão... não se apeguem à coisa que a coisa pode se apegar a vós...
terça-feira, agosto 9
Maria Betania.... e o meu coração ateu
[Lenta]
Não vi bem, confesso,
porque perdida estava a olhar.
A gota lenta que deslizava pelo teu pescoço
precipitou-se no teu peito seco.
[Ténue a diferença entre uma gota de suor e o teu suor nessa gota]
Pelo meio de ti.
Lá caiu.
Eu vi, sem ver mais nada.
Nem quando cantavas,
nem quando, gazela, apressavas
rápido o passo pelo palco.
Eu vi,
essa gota de suor a cantar
deslizando suave encostada à tua pele.
Depois, Betania, sucumbi.
Foste a voz no sorriso dessa menina em ti.
Não vi bem, confesso,
porque perdida estava a olhar.
A gota lenta que deslizava pelo teu pescoço
precipitou-se no teu peito seco.
[Ténue a diferença entre uma gota de suor e o teu suor nessa gota]
Pelo meio de ti.
Lá caiu.
Eu vi, sem ver mais nada.
Nem quando cantavas,
nem quando, gazela, apressavas
rápido o passo pelo palco.
Eu vi,
essa gota de suor a cantar
deslizando suave encostada à tua pele.
Depois, Betania, sucumbi.
Foste a voz no sorriso dessa menina em ti.
o vestido negro da ficção
…/…
- Fica aqui. Não saias daqui.
Desapareceu pela porta. Quando voltou, vinha de vestido negro, justo acetinado ao corpo e mesmo o decote não impedia de ver os mamilos salientes. Duas alças finas, como linhas de água torneavam os ombros magros de pele dourada pelo sol.
Aquele gesto de alinhavar a fivela das sandálias de salto alto prendeu-me o olhar e por ali fiquei. Quando levantei os olhos dela, segui-lhe a mão até ela pousar na aparelhagem. Depois foi o tango que me inundou os sentidos. Compasso dolente. Respirei como um cavalo do deserto e faltou-me o ar.
- Vou dançar para ti.
E começou a acompanhar a música lentamente.
Não tardou muito e não consegui distinguir o corpo dela do resto do tango.
Decidida, inesperada, lançou-se ao meu pescoço prendendo-me com os dentes.
As mãos num gesto seco rasgaram as casas dos botões da minha camisa e pousaram auscultando as batidas no meu peito.
Largou-me quando sentiu o meu sangue na boca e sorriu como se nada fosse.
Olhei-a. Sorri ao duelo.
Enlaçou-se nas minhas pernas e quando a dobrei para trás, girei-lhe o corpo como se fosse um girassol à procura do sol.
Senti-lhe as veias a pulsar e o cheiro dela disse-me o resto.
- Quero que te vires, encosta-te ao espelho.
Obedeci.
As mãos delas nas minhas costas a ondularem, sentia-lhe a respiração sempre que passava perto. Aconchegou-se em mim, rebolou-se, esfregou-se numa tesão inusitada. Sempre ao ritmo. Na cadência do tango, capitalismo de carnes, agarrou-me os cabelos e simulou o escalpe da vitória.
Estranhei a pressa com que se afastou de mim. Quando me voltei, acendia o cigarro e sentou-se de pernas trançadas na cadeira ao fundo da sala.
- Acaba tu agora a história. – pediu enquanto a mão solta descia acariciando-se sempre que encontrava resistência. Fez questão que lhe visse o sexo nu quando destrançou as pernas e a mão subia e descia como as marés na praia.
- Anda, termina a história. Peço-te! Imploro-te que me leias o pensamento…
Deixei-me escorregar e sentei-me calmamente de costas de encontro à parede fria.
- Não te dou o que queres…jamais te darei o que queres.
- Eu sei que queres dar. Ordeno-te que termines a história.
…/…
- Fica aqui. Não saias daqui.
Desapareceu pela porta. Quando voltou, vinha de vestido negro, justo acetinado ao corpo e mesmo o decote não impedia de ver os mamilos salientes. Duas alças finas, como linhas de água torneavam os ombros magros de pele dourada pelo sol.
Aquele gesto de alinhavar a fivela das sandálias de salto alto prendeu-me o olhar e por ali fiquei. Quando levantei os olhos dela, segui-lhe a mão até ela pousar na aparelhagem. Depois foi o tango que me inundou os sentidos. Compasso dolente. Respirei como um cavalo do deserto e faltou-me o ar.
- Vou dançar para ti.
E começou a acompanhar a música lentamente.
Não tardou muito e não consegui distinguir o corpo dela do resto do tango.
Decidida, inesperada, lançou-se ao meu pescoço prendendo-me com os dentes.
As mãos num gesto seco rasgaram as casas dos botões da minha camisa e pousaram auscultando as batidas no meu peito.
Largou-me quando sentiu o meu sangue na boca e sorriu como se nada fosse.
Olhei-a. Sorri ao duelo.
Enlaçou-se nas minhas pernas e quando a dobrei para trás, girei-lhe o corpo como se fosse um girassol à procura do sol.
Senti-lhe as veias a pulsar e o cheiro dela disse-me o resto.
- Quero que te vires, encosta-te ao espelho.
Obedeci.
As mãos delas nas minhas costas a ondularem, sentia-lhe a respiração sempre que passava perto. Aconchegou-se em mim, rebolou-se, esfregou-se numa tesão inusitada. Sempre ao ritmo. Na cadência do tango, capitalismo de carnes, agarrou-me os cabelos e simulou o escalpe da vitória.
Estranhei a pressa com que se afastou de mim. Quando me voltei, acendia o cigarro e sentou-se de pernas trançadas na cadeira ao fundo da sala.
- Acaba tu agora a história. – pediu enquanto a mão solta descia acariciando-se sempre que encontrava resistência. Fez questão que lhe visse o sexo nu quando destrançou as pernas e a mão subia e descia como as marés na praia.
- Anda, termina a história. Peço-te! Imploro-te que me leias o pensamento…
Deixei-me escorregar e sentei-me calmamente de costas de encontro à parede fria.
- Não te dou o que queres…jamais te darei o que queres.
- Eu sei que queres dar. Ordeno-te que termines a história.
…/…
quinta-feira, julho 21
precisamos de sugestões
A gerencia agradecia o envio de links que considerem importantes e relevantes constar neste sitio.
Vamos entrar em obras e todas as sugestões para a decoração são bem vindas. Isto claro sem vos maçar muito e interromper os vosso banhos de sol e mar... nao se incomodem muito, deixem-se estar de férias... aqui a croata que trabalhe!
Ora... não tirem a coisa de molho não que vão ver como a coisa fica....
Vamos entrar em obras e todas as sugestões para a decoração são bem vindas. Isto claro sem vos maçar muito e interromper os vosso banhos de sol e mar... nao se incomodem muito, deixem-se estar de férias... aqui a croata que trabalhe!
Ora... não tirem a coisa de molho não que vão ver como a coisa fica....
A minha boca velada
Todos os dias me esqueço das palavras,
Sagradas que são para mim.
Uma folha a cair de tanto outono
Uma pedra a amaciar, afogada no rio,
E nos meus olhos coisas por dizer,
Tanta coisa sagrada por te dizer.
A minha boca sossegada
Deixa as palavras acabadas.
Por isso, meu amor,
vê nos meus olhos
o que a caneta, aqui, mata sem escrever.
Sagradas que são para mim.
Uma folha a cair de tanto outono
Uma pedra a amaciar, afogada no rio,
E nos meus olhos coisas por dizer,
Tanta coisa sagrada por te dizer.
A minha boca sossegada
Deixa as palavras acabadas.
Por isso, meu amor,
vê nos meus olhos
o que a caneta, aqui, mata sem escrever.
sábado, julho 16
Quando
Quando as palavras se calam
assim fico encostada no teu peito.
[Deixo-me]
Olhos fechados à luz e na escuridão o que ouço,
cavalos soltos no bater do coração,
ténue resfolegar das minhas pestanas
como asas a beijar-te a pele.
[Imaginário]
Na ponta dos teus dedos,
como mel, nascem agora as palavras.
[Bebo-te]
Por fim descanso,
quando na minha boca
o teu seio se perde.
Gar
assim fico encostada no teu peito.
[Deixo-me]
Olhos fechados à luz e na escuridão o que ouço,
cavalos soltos no bater do coração,
ténue resfolegar das minhas pestanas
como asas a beijar-te a pele.
[Imaginário]
Na ponta dos teus dedos,
como mel, nascem agora as palavras.
[Bebo-te]
Por fim descanso,
quando na minha boca
o teu seio se perde.
Gar
quinta-feira, julho 14
O mistério da paixão...
Sosseguem... não estou apaixonada!
Apenas me interrogo, coisa que sempre fiz, como é que a coisa ocorre?
E falo mesmo de apaixonamento entre pessoas... evitem a subjectividade na relação para com outros seres e objectos, pois também confesso que me apaixono, com demasiada frequência até por animais e um sem número de objectos que de útil muitas vezes nada tem.
A última que me deu, teve a ver com música e se estiverem atentas tão a ouvi-la!
(riso comprometido, pois bem sei que já devia ter mudado o fundo musical aqui da coisa)
Voltemos à carga... que átomos, moléculas infames, forças gravitaccionais e outras desconhecidas, que constantes de luz nos fazem apaixonar num dado momento?
Porquê a paixão?
Porquê esse estado normalmente e naturalmente abobalhado em que caímos?
Faz-me confusão!
Se hoje mesmo eu inventasse a pílula da paixão seguinte haveria quem a utilizasse?
Ou melhor, compravam vocês um comprimido que vos impedisse de se apaixonarem?
Arriscavam vocês uma engenhosa operação cerebral ou cardiovascular se fosse preciso e delimitado o sitio de onde emana a paixão?
Eu (euinha mesmo, que sou uma apaixonada incorrigivel) digo sim à coisa!
E vocês?
Quem responder à coisa ganha um peluche do polo sul ou uma t' shirt da Nova Zelândia.
Respondam fast os cangurus da Austrália e as baleias do Pacifico já se acabaram!
Fiquem na paz da coisa, que a coisa ande sempre convosco e se possível dentro de vós...
(foi lindo não foi? Ahhh se foi!)
Apenas me interrogo, coisa que sempre fiz, como é que a coisa ocorre?
E falo mesmo de apaixonamento entre pessoas... evitem a subjectividade na relação para com outros seres e objectos, pois também confesso que me apaixono, com demasiada frequência até por animais e um sem número de objectos que de útil muitas vezes nada tem.
A última que me deu, teve a ver com música e se estiverem atentas tão a ouvi-la!
(riso comprometido, pois bem sei que já devia ter mudado o fundo musical aqui da coisa)
Voltemos à carga... que átomos, moléculas infames, forças gravitaccionais e outras desconhecidas, que constantes de luz nos fazem apaixonar num dado momento?
Porquê a paixão?
Porquê esse estado normalmente e naturalmente abobalhado em que caímos?
Faz-me confusão!
Se hoje mesmo eu inventasse a pílula da paixão seguinte haveria quem a utilizasse?
Ou melhor, compravam vocês um comprimido que vos impedisse de se apaixonarem?
Arriscavam vocês uma engenhosa operação cerebral ou cardiovascular se fosse preciso e delimitado o sitio de onde emana a paixão?
Eu (euinha mesmo, que sou uma apaixonada incorrigivel) digo sim à coisa!
E vocês?
Quem responder à coisa ganha um peluche do polo sul ou uma t' shirt da Nova Zelândia.
Respondam fast os cangurus da Austrália e as baleias do Pacifico já se acabaram!
Fiquem na paz da coisa, que a coisa ande sempre convosco e se possível dentro de vós...
(foi lindo não foi? Ahhh se foi!)
domingo, julho 10
E afins...
A propósito de fragilidades, coisas sazonais e afins, dou por mim aqui a divagar, devagar, porque a divagar se vai ao longe, ou não. Prefiro continuar a pensar que chego a algum lado, embora ainda não tenha descoberto onde.
"Cedo na minha vida era já tarde demais." Pois é caríssima Marguerite! Não, não pretendo ser dantesca nem alongar-me com este desabafo.
As minhas fragilidades sempre se manifestaram mais veementemente no maldito mês de Março. Sim, são manifestações sazonais. Depois apercebo-me que estamos em pleno mês de Julho... fico confusa.
E ainda por cima a minha namorada é les.
Oh valha-me!
(ok)
"Cedo na minha vida era já tarde demais." Pois é caríssima Marguerite! Não, não pretendo ser dantesca nem alongar-me com este desabafo.
As minhas fragilidades sempre se manifestaram mais veementemente no maldito mês de Março. Sim, são manifestações sazonais. Depois apercebo-me que estamos em pleno mês de Julho... fico confusa.
E ainda por cima a minha namorada é les.
Oh valha-me!
(ok)
não resisto...
à publicidade!
Fiquei agora a saber que a lingua é responsável pelo mau cheiro da boca!
(É o que dizem os senhores de uma marca de escovas de dentes).
A língua precisa de ser escovada?
Meu Deus... eu sei que sou mamífero! Eu sei que por isso, entre outras coisas, tenho pêlos... mas agora escovar a língua??? Tipo cetaceo à beira de ataque de nervos?
Só me faltava mais esta...
- Por onde anda a língua da menina? Tá lavadinha? Já a escovou? Tem pasta para dentes e língua? A sua escova é xpto?
Desisto... a sério. Não contem mais comigo! Se andava a pensar noutras coisas... termina aqui a aventura. Lamento mas vão ter que continuar a serem Les assumidamente sem mim!
A minha língua não serve pa estas coisas!
Adeus. Por favor esqueçam-me. A mim e a minha língua. Jamais a escovarei!
É que cada recanto dela é baú de sabores e não os posso olvidar!
Fiquei agora a saber que a lingua é responsável pelo mau cheiro da boca!
(É o que dizem os senhores de uma marca de escovas de dentes).
A língua precisa de ser escovada?
Meu Deus... eu sei que sou mamífero! Eu sei que por isso, entre outras coisas, tenho pêlos... mas agora escovar a língua??? Tipo cetaceo à beira de ataque de nervos?
Só me faltava mais esta...
- Por onde anda a língua da menina? Tá lavadinha? Já a escovou? Tem pasta para dentes e língua? A sua escova é xpto?
Desisto... a sério. Não contem mais comigo! Se andava a pensar noutras coisas... termina aqui a aventura. Lamento mas vão ter que continuar a serem Les assumidamente sem mim!
A minha língua não serve pa estas coisas!
Adeus. Por favor esqueçam-me. A mim e a minha língua. Jamais a escovarei!
É que cada recanto dela é baú de sabores e não os posso olvidar!
Produto Sazonal
Chegou o Verão.
Que booomm! Dirão vocês a caminho da praia com as vossas respectivas mais o cão, a gata fica em casa, as barbatanas, os livros por ler, os cremes caríssimos, as máquinas digitais e mais os telemóveis da vossa geração!
Eu digo, ganda bosta! Sou um produto sazonal e de facto não é no verão que tenho saída. Sou como o chocolate. Estou fora de circulação. De circulação e da cama!
No Inverno, faço as delícias de qualquer ser friorento. Sou um termoacumulador, um saquinho de água quente, uma pantufa caseira, um nhan nhan de ternura, o que quiserem chamar.
- Amor, chega aqui… ai ai tas tão quentinha que boooom. Então que foi?
- Naaad nadaaa acabe bei de congelari com as as s tu tuas mãoos.
- Óh vá la… aquece-me os pés.
- Tás-me a sugar a vida com esses canhotos frios!
Mais poderia dizer mas de facto não adianta.
Não adianta, não me mexo, não tenho espaço, sufoco na amálgama de braços e pernas em cima de mim e a pedir socorro só eventualmente com as pestanas, em código morse, a alguma melga que passeasse próximo.
Ora como é Inverno as hipóteses que tenho de ser socorrida são light (zero)!
Apetecida então? Sim claro… muito!
Mas eu disse sazonal… lembram-se?
- Ai que horror… não aguento afasta-te és tão quente!
(estou a aparecer na esquina da sala quando ela se lembra de dizer isto já deitada no quarto).
Ultrapasso a barreira dos 10 mt… aproximo-me, ao de leve coloco um braço por cima…
- Nãoooo não aguentoooo já estou a transpirar! Afasta-te!
Não querem que continue pois não?
Também não dava jeito escrever isto aqui do chão e a olhar para o reverso do colchão...
há coisas que jamais entenderei...esta é uma delas... enfim sazonalidades minhas.
Começo a considerar a hipotese de ir viver para um país nórdico...
Fiquem bem e vão praticando a coisa... a coisa precisa de vós e vós precisais de coisa!
Que booomm! Dirão vocês a caminho da praia com as vossas respectivas mais o cão, a gata fica em casa, as barbatanas, os livros por ler, os cremes caríssimos, as máquinas digitais e mais os telemóveis da vossa geração!
Eu digo, ganda bosta! Sou um produto sazonal e de facto não é no verão que tenho saída. Sou como o chocolate. Estou fora de circulação. De circulação e da cama!
No Inverno, faço as delícias de qualquer ser friorento. Sou um termoacumulador, um saquinho de água quente, uma pantufa caseira, um nhan nhan de ternura, o que quiserem chamar.
- Amor, chega aqui… ai ai tas tão quentinha que boooom. Então que foi?
- Naaad nadaaa acabe bei de congelari com as as s tu tuas mãoos.
- Óh vá la… aquece-me os pés.
- Tás-me a sugar a vida com esses canhotos frios!
Mais poderia dizer mas de facto não adianta.
Não adianta, não me mexo, não tenho espaço, sufoco na amálgama de braços e pernas em cima de mim e a pedir socorro só eventualmente com as pestanas, em código morse, a alguma melga que passeasse próximo.
Ora como é Inverno as hipóteses que tenho de ser socorrida são light (zero)!
Apetecida então? Sim claro… muito!
Mas eu disse sazonal… lembram-se?
- Ai que horror… não aguento afasta-te és tão quente!
(estou a aparecer na esquina da sala quando ela se lembra de dizer isto já deitada no quarto).
Ultrapasso a barreira dos 10 mt… aproximo-me, ao de leve coloco um braço por cima…
- Nãoooo não aguentoooo já estou a transpirar! Afasta-te!
Não querem que continue pois não?
Também não dava jeito escrever isto aqui do chão e a olhar para o reverso do colchão...
há coisas que jamais entenderei...esta é uma delas... enfim sazonalidades minhas.
Começo a considerar a hipotese de ir viver para um país nórdico...
Fiquem bem e vão praticando a coisa... a coisa precisa de vós e vós precisais de coisa!
Tava ali a ver o 29... Sim, gosto de manter-me informada. Desde o Odisseia a esse dito canal (com meia pitada de perversão pelo meio - sábado à noite, sozinha num ap maravilhoso... não me censurem!)
Sempre tive um fetiche pelo salto-alto. Aquela elegância que proporciona ao andar e à curva da perna... mas isto realmente, derruba as minhas aspirações. Porque será que todas aquelas mulheres usam aqueles high-heels enormes, amarrados até aos joelhos? E nem se descalçam. Impressionante! Excita o excelentíssimo espectador/a? Só se tiverem como função despertar a mente dos supra-fetichistas, os quais se regozijam com a ideia de um salto-alto enfiado na goela ou a esmagar um mamilo... É. É isso. Manipulação. Marketing.
Mas atenção, isto não é censura. Sou anti.
Cada um enfia o salto onde mais lhe convém.
Outra coisa... as mulheres têm orgasmos? Pois se têm são muito discretas, em comparação...
(Tá bem, eu calo-me!)
Saudações.
sábado, julho 9
Maldita rotina
2ª feira (9 da manhã) - Levantas-te apressada e vais trabalhar.
3ª feira (10 da manhã) - Levantas-te e tropeças. Tás atrasada comá merda!
4ª feira (17 horas) - Desfolhas o verniz das unhas.
5ª feira (23 horas) - Dói-te a cabeça.
6ª feira (1 da manhã) - Dormes contente porque tás de fim de semana.
Sábado (meio-dia) - Queres festa!
Sábado (15 horas) - Dizes que me amas.
- Amas-me?
- (de olhos semi-cerrados) Amo-te. Para sempre.
- 4ª feira às 17 horas ... amas-me?
- (olhas de soslaio)
Domingo (qualquer hora) - Não existe.
3ª feira (10 da manhã) - Levantas-te e tropeças. Tás atrasada comá merda!
4ª feira (17 horas) - Desfolhas o verniz das unhas.
5ª feira (23 horas) - Dói-te a cabeça.
6ª feira (1 da manhã) - Dormes contente porque tás de fim de semana.
Sábado (meio-dia) - Queres festa!
Sábado (15 horas) - Dizes que me amas.
- Amas-me?
- (de olhos semi-cerrados) Amo-te. Para sempre.
- 4ª feira às 17 horas ... amas-me?
- (olhas de soslaio)
Domingo (qualquer hora) - Não existe.
sexta-feira, julho 8
Reflexões de uma Rita ao Entardecer II
Sentadas no banco do jardim da praceta, olhavam através de uns binóculos esquecidos no tempo, as folhas da amoreira gigante, sempre com esperança de encontrar algo diferente.
Inevitavelmente chegava a altura que Cátia não se continha e abraçava Ju.
- Gosto tanto tanto de ti – dizia apertando a mais nova.
- ‘Tás a prender-me! Assim não vejo nada…
- Dá-me um beijo.
- Nãoooo.
- Tu não gostas de mim?
- Gosto.
- Então dá-me um beijo na boca.
- Não dou!
- Porquê?
- Porque não chego aí…
A mais alta escorregava pelo banco e indiferentes aos meninos que brincavam na rua beijavam-se ao de leve esticando os lábios.
- Eu gosto de ti…
- Eu também gosto…
Davam as mãos e subiam a rua a chilrear como pardais.
- Queres casar comigo?
- Quando? Agora???
- Quando formos grandes. Casávamos e íamos viver para a casa do meu pai.
- Humm não sei se posso…
- Atão?
- Sabes eu quero ser cientista. Não sei se vou ter tempo para casar e ter filhos… essas coisas…
- Oh! Casamos na mesma… tu depois és cientista e eu fico em casa à tua espera.
- Assim tá bem. Pode ser…
- Ó mãe, a Cátia disse que quer casar comigo quando for grande.
A mãe explicou que as meninas não se casam. As meninas casam com os meninos e depois mandam vir os bebés. De onde? De uma terra bem longe. E não casam porquê? Não quero que passes as tardes na casa da Cátia. Então? Brinco com quem? Já te disse! Não quero e acabou-se a conversa.
- A minha mãe disse que não podia casar contigo.
Olhos rasos de água, afastou com a mão os cabelos negros do rosto.
- Mas eu quero… - balbuciou com voz de choro.
- Eu também não sei se quero casar contigo. Tu tens 11 anos e eu ainda não tenho 9.
- Dá-me os binóculos!
Com um gesto brusco tirou a fita dos binóculos pela cabeça e entregou-os como se queimassem as mãos.
Cresceram afastadas. Miravam-se sempre nos olhos no subir e descer da rua.
Cátia seguiu as pisadas dos irmãos mais velhos. Envelheceu rápido no meio das drogas, sexo e rock da pesada. Ju nunca mais viu o mundo com os binóculos esquecidos do tempo.
Inevitavelmente chegava a altura que Cátia não se continha e abraçava Ju.
- Gosto tanto tanto de ti – dizia apertando a mais nova.
- ‘Tás a prender-me! Assim não vejo nada…
- Dá-me um beijo.
- Nãoooo.
- Tu não gostas de mim?
- Gosto.
- Então dá-me um beijo na boca.
- Não dou!
- Porquê?
- Porque não chego aí…
A mais alta escorregava pelo banco e indiferentes aos meninos que brincavam na rua beijavam-se ao de leve esticando os lábios.
- Eu gosto de ti…
- Eu também gosto…
Davam as mãos e subiam a rua a chilrear como pardais.
- Queres casar comigo?
- Quando? Agora???
- Quando formos grandes. Casávamos e íamos viver para a casa do meu pai.
- Humm não sei se posso…
- Atão?
- Sabes eu quero ser cientista. Não sei se vou ter tempo para casar e ter filhos… essas coisas…
- Oh! Casamos na mesma… tu depois és cientista e eu fico em casa à tua espera.
- Assim tá bem. Pode ser…
- Ó mãe, a Cátia disse que quer casar comigo quando for grande.
A mãe explicou que as meninas não se casam. As meninas casam com os meninos e depois mandam vir os bebés. De onde? De uma terra bem longe. E não casam porquê? Não quero que passes as tardes na casa da Cátia. Então? Brinco com quem? Já te disse! Não quero e acabou-se a conversa.
- A minha mãe disse que não podia casar contigo.
Olhos rasos de água, afastou com a mão os cabelos negros do rosto.
- Mas eu quero… - balbuciou com voz de choro.
- Eu também não sei se quero casar contigo. Tu tens 11 anos e eu ainda não tenho 9.
- Dá-me os binóculos!
Com um gesto brusco tirou a fita dos binóculos pela cabeça e entregou-os como se queimassem as mãos.
Cresceram afastadas. Miravam-se sempre nos olhos no subir e descer da rua.
Cátia seguiu as pisadas dos irmãos mais velhos. Envelheceu rápido no meio das drogas, sexo e rock da pesada. Ju nunca mais viu o mundo com os binóculos esquecidos do tempo.
Conversas de Cama
Ontem encostada à ombreira da porta, lembrei por acaso...ou não:
- Aí...mesmo...isso... amor...
- Tá bom aqui?
- Ai que loucura... tá tá bom demais... ai
- Queres mais depressa?
- Não... não, continua assim...
- Não pares agora...não pares...por favor!
- Mas já me doi os pulsos!
- òh meu Deus... se parares mato-te!
- Não aguento mais, tenho que descansar!
- 'Tas a ver? Fazes-me sempre isto! Bolas...quando tou quase quase..
- Ai... cala-te vá, xugadinha...vamos lá começar.
- Mais para cima...ao centro...vai vai!
- Tá bom aqui?
- Estás quase lá...continua.
- Mas onde?
- Mais ao centro...isso... agora sobe e desce...
- Assim?
- Siiiimmmmmmm mais força!
- Ai amor faz-me impressão! Posso aliviar?
- Nãaaaaaaoooooooo
- Tá bem... continuo aqui?
- Isso mesmo... ai ai ahh aaaahh tão boooommmm
- Hummm tás bem assim?
- Siiiiim sim si s... ai até desmaio nas tuas mãos...
- Queres mais?
- Só se for pó o lado.
- Que lado???
- Para a direita... à direita já!
- Aqui?
- Aí mesmo amori!
Agora coça.... coça-me as costas com força!
Aposto que pensaram noutra coisa...oubintes preversas!
- Aí...mesmo...isso... amor...
- Tá bom aqui?
- Ai que loucura... tá tá bom demais... ai
- Queres mais depressa?
- Não... não, continua assim...
- Não pares agora...não pares...por favor!
- Mas já me doi os pulsos!
- òh meu Deus... se parares mato-te!
- Não aguento mais, tenho que descansar!
- 'Tas a ver? Fazes-me sempre isto! Bolas...quando tou quase quase..
- Ai... cala-te vá, xugadinha...vamos lá começar.
- Mais para cima...ao centro...vai vai!
- Tá bom aqui?
- Estás quase lá...continua.
- Mas onde?
- Mais ao centro...isso... agora sobe e desce...
- Assim?
- Siiiimmmmmmm mais força!
- Ai amor faz-me impressão! Posso aliviar?
- Nãaaaaaaoooooooo
- Tá bem... continuo aqui?
- Isso mesmo... ai ai ahh aaaahh tão boooommmm
- Hummm tás bem assim?
- Siiiiim sim si s... ai até desmaio nas tuas mãos...
- Queres mais?
- Só se for pó o lado.
- Que lado???
- Para a direita... à direita já!
- Aqui?
- Aí mesmo amori!
Agora coça.... coça-me as costas com força!
Aposto que pensaram noutra coisa...oubintes preversas!
quarta-feira, julho 6
quase quase...ser
Sou um quase quaser
A pulsar de tensão atomizado,
No movimento perpetuo
Magnetos perfeitos
Desses teus olhos de carvão.
Sou tão quase força,
Perpendicular, massa e razão
Graviticamente perdida
Que na tua mão estendida acelero-me
Como corpúsculo ou vadio electrão.
Num gesto concertado a tua boca conspira,
Suspira, aspira e sugando-me no beijo adiado
Faz de mim um quase quaser brilhantemente desesperado.
A pulsar de tensão atomizado,
No movimento perpetuo
Magnetos perfeitos
Desses teus olhos de carvão.
Sou tão quase força,
Perpendicular, massa e razão
Graviticamente perdida
Que na tua mão estendida acelero-me
Como corpúsculo ou vadio electrão.
Num gesto concertado a tua boca conspira,
Suspira, aspira e sugando-me no beijo adiado
Faz de mim um quase quaser brilhantemente desesperado.
Gar
Para ficar a conhecer melhor...
Numa tarde invernosa daquelas que só apetece ficar no quentinho da cama, a fazer nada depois do tudo.
Depois de:
- 'Tou com fome...
- Ai sim?
- Sim.
- Apetece- te uma torradinha?
- Sim sim sim...(entusiasmada)
- Com muita ou pouca manteiga?
- Hummm com pouca...
- Num só lado ou nos dois? (continuava de comando tv em riste zipar canais)
- Só num lado amor!
- E leitinho querias?
- Siiiiiiim obá obá (delirante com a proposta)
- Com açucar?
- Nãaaaa nada de açucar...
- Chocolate?
- Exactamenteeee para dar colorido...
- Quantas colheres? (acabou por escolher um canal de música germânica)
- Duas. Pode ser duas bem generosas (falou um pouco mais alto para ser bem ouvida)
Passado algum tempo...
O canal de tv continuava aos berros em língua estranha... o desespero da fome atingiu limite, incredula por nada ter acontecido:
- cof cof... óh moriii atão?
- Atão o que? (distraída)
- O lanchinho?
- Ai tu queres um lanchinho???
- hummm... quero! Então há pouco não perguntaste?
- Perguntar perguntei... mas era só pa saber!
Moral da história: Inclui sempre uma barra energética na mala. Só para teres...
Depois de:
- 'Tou com fome...
- Ai sim?
- Sim.
- Apetece- te uma torradinha?
- Sim sim sim...(entusiasmada)
- Com muita ou pouca manteiga?
- Hummm com pouca...
- Num só lado ou nos dois? (continuava de comando tv em riste zipar canais)
- Só num lado amor!
- E leitinho querias?
- Siiiiiiim obá obá (delirante com a proposta)
- Com açucar?
- Nãaaaa nada de açucar...
- Chocolate?
- Exactamenteeee para dar colorido...
- Quantas colheres? (acabou por escolher um canal de música germânica)
- Duas. Pode ser duas bem generosas (falou um pouco mais alto para ser bem ouvida)
Passado algum tempo...
O canal de tv continuava aos berros em língua estranha... o desespero da fome atingiu limite, incredula por nada ter acontecido:
- cof cof... óh moriii atão?
- Atão o que? (distraída)
- O lanchinho?
- Ai tu queres um lanchinho???
- hummm... quero! Então há pouco não perguntaste?
- Perguntar perguntei... mas era só pa saber!
Moral da história: Inclui sempre uma barra energética na mala. Só para teres...
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